O Tribunal de Justiça do Amazonas decretou a prisão preventiva do policial militar Cássio Rodrigo Dias Pinto, apontado como o condutor da viatura que atropelou e matou cães em Manaus.
Dois outros policiais que estavam no veículo, Fernando Rufino de Oliveira Curitima e Thiago da Fonseca Garcia, responderão ao processo em liberdade, enquanto Cássio teve a prisão mantida pelo juiz plantonista.
Vídeos mostram os animais parados na via quando foram atingidos e a viatura seguiu sem parar, os donos registraram Boletim de Ocorrência e os corpos foram recolhidos para perícia, conforme informação divulgada pelo g1.
Decisão judicial e situação dos policiais
Segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas, o juiz plantonista converteu o flagrante em prisão preventiva para o motorista da viatura, identificando Cássio Rodrigo Dias Pinto como responsável pelo atropelamento.
Os outros dois PMs, Fernando Rufino e Thiago da Fonseca, tiveram liberdade concedida, e vão responder ao processo em liberdade, segundo informações do TJAM.
Apuração, medidas da PMAM e perícia
A Polícia Militar do Amazonas informou que afastou os policiais do patrulhamento e abriu procedimento administrativo disciplinar contra eles.
A corporação também disse que, logo após o crime, os policiais foram flagranteados e conduzidos ao 6º Distrito Integrado de Polícia, onde prestaram depoimento e foram ouvidos.
A Secretaria de Estado de Proteção Animal, Sepet, publicou nota afirmando, ‘toda a forma de maus-tratos contra animais é inadmissível e precisa ser apurada com seriedade’, e informou que os corpos estão no Hospital Público Veterinário aguardando perícia.
Vítimas, relatos e repercussão
Maria Paulete, dona dos animais, contou à Rede Amazônica que os cães costumavam sair para a rua todas as manhãs, e que ao ouvir um barulho saiu de casa e encontrou os animais mortos e vizinhos gritando.
A dona disse que os cães tinham 10 e 7 anos, e que um deles deixou quatro filhotes, informação que aumentou a comoção local após o episódio.
As imagens e o Boletim de Ocorrência registrados pelos proprietários são citados pelas autoridades como parte das provas que motivaram a prisão preventiva, enquanto a perícia segue analisando os corpos para confirmar as circunstâncias do atropelamento.
Próximos passos na investigação
O caso segue sob investigação judicial e administrativa, com acompanhamento do Ministério Público e da Polícia Militar, e com atenção de órgãos de proteção animal e da sociedade civil.
A defesa do policial preso ainda não foi localizada pela reportagem, e as apurações prosseguem para determinar responsabilidades penais e administrativas pelo episódio.










