Familiares e amigos se despedem das vítimas do naufrágio no Encontro das Águas, com comunidades em luto, buscas em curso e investigação administrativa em andamento
O velório de duas vítimas do naufrágio no Encontro das Águas começou neste sábado, em cidades do interior do Amazonas, enquanto as buscas por desaparecidos continuam.
O corpo de Lara Bianca, de 22 anos, é velado em Nova Olinda do Norte, sua cidade natal, e o de Samila de Souza, de 3 anos, foi levado para Urucurituba, onde será velado.
As informações sobre resgates, desaparecidos e medidas de investigação foram divulgadas pelas equipes de resgate e por veículos locais, e seguem sendo atualizadas, conforme informações divulgadas pela Rede Amazônica e pelas equipes de resgate.
Velório e clima de luto nas cidades atingidas
Em Nova Olinda do Norte, a despedida a Lara Bianca ocorre em uma igreja evangélica no centro da cidade. O enterro está marcado para domingo, e a prefeitura cancelou as festividades de Carnaval, pois moradores afirmam que não há clima para comemorações.
Em Urucurituba, a família de Samila prepara o velório da menina, que estava em Manaus pela primeira vez e voltava ao interior com a avó, um tio e o irmão de 8 anos para passar férias.
Natural de Nova Olinda do Norte, Lara estudava odontologia em Manaus, e, segundo amigos, estava prestes a concluir a graduação, sendo descrita nas redes sociais como dedicada e motivo de orgulho para os pais.
Resgate, desaparecidos e imagens do acidente
Segundo os órgãos de emergência, 71 pessoas foram resgatadas, e outras sete pessoas continuam desaparecidas. As buscas prosseguem com apoio de embarcações, mergulhadores e aeronave.
O naufrágio ocorreu por volta das 12h30 de sexta-feira, e vídeos mostram pessoas na água, inclusive crianças, em cima de botes salva-vidas enquanto aguardavam socorro, e embarcações próximas auxiliando no resgate.
Uma passageira que ficou à deriva relatou em vídeo que havia alertado o condutor da lancha para diminuir a velocidade devido ao banzeiro, e disse, enquanto estava à deriva, que tinha falado para ir devagar.
Prisão do comandante, liberação por fiança e investigação
O comandante da lancha, identificado como José Pedro da Silva Gama, de 42 anos, foi preso em flagrante no porto da capital, onde se encontrava com outros sobreviventes. Contudo, após o pagamento de fiança, foi colocado em liberdade e responderá por homicídio culposo.
A Marinha do Brasil informou que mantém equipes nas buscas pelo naufrágio da embarcação Lima de Abreu XV, e que, segundo o Comando do 9º Distrito Naval, foram empregadas uma aeronave do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste, uma embarcação do 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas e duas lanchas da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental.
Foi instaurado um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para investigar as causas e responsabilidades do acidente, conforme prevê a legislação. A Marinha informou ainda que coletou dados dos sobreviventes para ajudar nas buscas e na apuração do caso.
O que se sabe e o que está sendo apurado
As causas do naufrágio seguem sob investigação. Equipes técnicas analisam condições da embarcação, velocidade, condições do tempo e depoimentos de sobreviventes.
Familiares e moradores locais acompanham o desenrolar das buscas e da apuração, enquanto a comunidade lamenta as perdas e aguarda informações sobre os desaparecidos.
Autoridades municipais e órgãos de segurança permanecem mobilizados para dar apoio às famílias, coordenar os resgates e concluir a investigação sobre o incidente.












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