Suspeita de extorsão exige R$ 1 mil por suposta traição, mulher de 22 anos é presa em Manaus, caso ligado à Operação Mordaça e celular será periciado

Uma mulher de 22 anos foi presa no bairro Terra Nova, na Zona Norte de Manaus, suspeita de praticar extorsão ao exigir R$ 1 mil de um homem, para não revelar supostas conversas e imagens de um caso extraconjugal.

Segundo a investigação, a jovem usava informações que estavam no celular do companheiro, apontado como líder de um grupo que difundia dados difamatórios e cobrava dinheiro das vítimas.

A ação que levou à prisão faz parte de apurações relacionadas à Operação Mordaça, e a polícia informou que o aparelho apreendido será periciado para identificar outras vítimas e a recorrência da prática, conforme informação divulgada pela Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Borba.

Prisão e confissão

A prisão preventiva da suspeita foi decretada pela Justiça após depoimento em que ela confessou a extorsão. A jovem relatou que usava informações obtidas no celular do marido para exigir pagamentos, no caso, R$ 1 mil, para não divulgar os supostos conteúdos.

Ligação com Operação Mordaça

O caso tem relação com a Operação Mordaça, deflagrada em 2025, que desarticulou um grupo acusado de divulgar informações difamatórias e depois extorquir dinheiro. O companheiro da suspeita, apontado como líder do esquema, morreu em confronto com policiais durante cumprimento de mandado de prisão.

Detalhes da investigação e perícia

O celular apreendido será periciado para checar se havia dados de outras potenciais vítimas e para confirmar se o crime era recorrente. A Delegacia Interativa de Polícia de Borba conduz as diligências para mapear a extensão da atuação do grupo.

O que disse a polícia

Em depoimento, o delegado fez a ligação entre a suspeita e o grupo criminoso, e descreveu o uso das informações para obter vantagem financeira. Conforme o depoimento relatado pela polícia, “Ela é esposa de um homem morto em uma ação policial durante cumprimento de mandado de prisão preventiva. Esse grupo praticava inúmeros crimes, entre eles extorsões por meio de redes sociais, ameaçando pessoas para não divulgar dados enviados por terceiros. Com a morte dele, ela passou a usar essas informações para ganhar dinheiro”, disse o delegado Jorge Arcanjo do (DIP) de Borba.

Sobre o envolvimento do marido em outras atividades ilícitas, a jovem afirmou em depoimento, “Ela disse que ele estava envolvido com tráfico de drogas, vendia para pagar dívidas do tráfico, do garimpo e da agiotagem. Por isso saiu de Borba fugido. Ela afirmou que tinha noção de tudo isso, mas infelizmente aconteceu”, concluiu Arcanjo.