Prisão em Diadema de Ruan Rocha Silva, conhecido pela tatuagem na testa com a frase “eu sou ladrão e vacilão”, aconteceu depois de invadir uma Unidade Básica de Saúde e tentar fugir com um equipamento
Um jovem foi detido após ser encontrado com um aparelho furtado nas proximidades da unidade de saúde, a ação mobilizou guardas municipais e terminou com a devolução do item à UBS.
Segundo a administração local, o homem entrou pela manhã e foi abordado quando tentava fugir pulando o muro, ele acabou confessando o crime aos agentes.
Os detalhes do caso e da prisão foram divulgados pelas autoridades responsáveis, conforme informação divulgada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) e pela prefeitura de Diadema.
Detalhes da abordagem e recuperação do aparelho
De acordo com a SSP, guardas municipais foram acionados e apuraram que o jovem havia invadido a unidade de saúde e fugido para as proximidades, levando um aparelho de lavagem de alta pressão. A prefeitura informou que Ruan entrou na UBS por volta das 6h, tendo aberto uma porta da unidade.
Em seguida, segundo a administração, ele pulou o muro e tentou fugir com o aparelho de lavagem, sendo abordado por uma equipe da GCM. Os agentes fizeram buscas e encontraram o jovem com o aparelho furtado.
Confissão e registro do boletim de ocorrência
Ao ser encontrado com o equipamento, o homem confessou o furto aos policiais. “Ruan, que ainda portava o aparelho, confessou o furto e foi levado ao 3º DP, onde foi lavrado o BO. O aparelho foi devolvido à UBS. O atendimento na unidade de saúde não foi prejudicado e ocorre normalmente no dia de hoje”, afirmou a administração municipal.
Segundo a SSP, o jovem foi levado para a delegacia, onde teve fiança definida. Como não foi paga, ele permaneceu à disposição da Justiça.
Histórico da tatuagem e casos anteriores
O homem detido é o mesmo que ganhou destaque nacional em 2017, quando, aos 17 anos, teve a testa tatuada com a frase “eu sou ladrão e vacilão”. Em julho de 2017, Ruan, que tinha 17 anos, teve a testa tatuada com a frase “eu sou ladrão e vacilão”, e o caso viralizou nas redes sociais.
Os responsáveis pelo crime, o tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis e Ronildo Moreira de Araújo foram condenados pela Justiça pelos crimes de lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal. Na época, o vídeo da tatuagem gravado por Maycon foi compartilhado no Whatsapp, e o adolescente foi reconhecido pelos familiares depois de ter desaparecido desde 31 de maio.
Recuperação e apoio após o caso
Após a repercussão do caso em 2017, o coletivo Afroguerrilha criou uma vaquinha pela internet para ajudar Ruan a custear um procedimento para retirada da tatuagem na testa. O jovem passou por sessões para retirada da tatuagem, segundo registros públicos do episódio.
O novo episódio envolvendo Ruan Rocha Silva reacende o debate sobre violência, punição fora da lei e políticas de reintegração social, e segue sob apuração pelas autoridades locais.











