Prisões em Manaus no caso do assassinato do professor da Ufam envolvem atirador identificado e motorista que ajudou na fuga, investigações apontam organização por cinco pessoas
Dois homens foram presos nesta quarta-feira, 4, por suspeita de envolvimento no assassinato do professor da Ufam, ocorrido em fevereiro dentro do bar administrado pela vítima, na rodovia AM-010, em Manaus.
Segundo as apurações, o crime teria sido planejado por cinco pessoas, e a mandante, uma mulher, segue foragida. Um dos detidos foi identificado como Antônio Carlos, conhecido como “TK”, apontado como o autor dos disparos.
As informações sobre a prisão e detalhes operacionais não foram divulgadas oficialmente, e as investigações seguem em andamento, conforme informações apuradas pela Rede Amazônica.
Prisões e identificação dos suspeitos
De acordo com as investigações, um dos presos, Antônio Carlos, teria sido o responsável por efetuar os tiros que mataram o professor, enquanto o segundo detido atuou como piloto de fuga, dirigindo o carro após o crime.
As autoridades não divulgaram o local exato das prisões, nem todos os nomes dos envolvidos, mas confirmaram que as detenções fazem parte do esforço para elucidar o assassinato do professor da Ufam e encontrar a mandante que permanece foragida.
Como o ataque foi planejado
Segundo apuração da imprensa local, um agiota identificado como Lucas teria organizado o crime depois de ser contratado por uma mulher. Lucas teria recrutado os participantes e definido como a execução seria feita.
Há informações de que Antônio Carlos foi contratado para realizar o serviço com promessa de pagamento, que não teria sido cumprida. O motorista recebeu a quitação parcial, com R$ 1.000 abatidos de uma dívida que tinha com Lucas, como forma de pagamento pela participação.
Vítima, trajetória acadêmica e nota da Ufam
Davi Said Aidar era professor de Ciências Agrárias da Ufam, com formação e atuação reconhecidas na área de genética de abelhas. Ele tinha graduação em Zootecnia pela Fundação Universidade Estadual de Maringá, mestrado em Entomologia pela Universidade Federal de Viçosa, doutorado na mesma área pela USP, e pós-doutorado em Genética Molecular, também pela USP.
Por meio de nota, a Ufam manifestou profundo pesar pela morte do docente. A universidade destacou a trajetória do professor, afirmando, “Reconhecido pelas experiências na área de genética de abelhas e com trabalhos nos temas de meliponicultura, apicultura, multiplicação e preservação de abelhas silvestres, o professor tornou-se titular em 2020 e deixa um legado à comunidade universitária. Até o momento, não foram informados os locais do velório”, disse a universidade.
Investigações e próximos passos
As apurações continuam para esclarecer a motivação do crime, identificar a mandante e responsabilizar todos os envolvidos no assassinato do professor da Ufam. A polícia trabalha na coleta de provas e em diligências para localizar os demais suspeitos vinculados ao planejamento.
Familiares, colegas e a comunidade acadêmica acompanham o caso, enquanto a universidade e as autoridades mantêm canal aberto para novas informações conforme as investigações avançam.












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