Um homem de 44 anos foragido da Justiça do Amazonas foi detido em Afuá, na Ilha do Marajó, no Pará, em ação conjunta da polícia. A prisão ocorre no curso das investigações sobre o assassinato do cacique Jair Cordovil e outro homicídio registrado em Manaus.
O preso, identificado como Alison Muniz Rodrigues, é investigado por dois homicídios ocorridos na Zona Oeste de Manaus, incluindo o crime contra o líder indígena Jair Cordovil Trindade, em 2023.
As autoridades confirmaram que a operação contou com apoio interestadual da Polícia Civil do Pará para cumprir os mandados. Conforme informação divulgada pela Polícia Civil.
Prisão e cumprimento do mandado
A prisão foi realizada nesta segunda-feira, 26, em Afuá, na Ilha do Marajó. Segundo a investigação, Alison Muniz Rodrigues vinha sendo monitorado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, que confirmou a localização do suspeito em outro estado.
“O alvo vinha sendo monitorado pelos investigadores da DEHS que, após a confirmação da localização em outro estado, contaram com o apoio da Polícia Civil do Pará para o cumprimento dos mandados de prisão”, informou a delegada Marília Campello, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros.
O homem responderá por homicídio qualificado e seguirá à disposição da Justiça, conforme a Polícia Civil.
Linhas de investigação e possível motivação por terras indígenas
A Polícia Civil investiga se o assassinato do cacique Jair Cordovil teve motivação relacionada a disputa de terras indígenas. Essa é uma das linhas de apuração apontadas nas investigações desde 2023.
“Como o caso envolveu um líder indígena, trabalhamos com a possibilidade de a motivação girar em torno da disputa de terras indígenas. Jair tem suspeita de uma passagem criminosa, que estamos investigando. Então, todas essas linhas investigativas estão em andamento”, disse o delegado responsável pelo caso em 2023, Ricardo Cunha.
Detalhes dos crimes em Manaus
De acordo com a apuração, o suspeito também está envolvido no homicídio de Alexandre Soriana da Silva, em abril de 2025. Os dois crimes ocorreram na Zona Oeste de Manaus.
Sobre o ataque ao cacique, a investigação apontou que os autores chegaram à casa da vítima em uma motocicleta, acompanhados de um comparsa, e se passaram por vendedores ambulantes. “Quando o Jair saiu de casa para atender essas pessoas, ele foi alvejado com diversos disparos de arma de fogo. Passou diversos dias hospitalizado, mas não resistiu”, explicou o delegado.
As investigações seguem em andamento para esclarecer o papel de cada envolvido, as motivações e a conexão entre os crimes, enquanto o preso aguarda decisão da Justiça.










