Policial militar aposentado Francisco ‘Max’ executado a tiros em sítio no Tarumã, condenado por chacina em Manaus a 64 anos e oito meses, polícia investiga

Um policial militar aposentado foi surpreendido por homens encapuzados e executado a tiros dentro de um sítio no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

Além dele, outro homem que estava no local também foi morto, e o corpo foi encontrado dentro de um carro no imóvel.

As informações falam sobre a condenação anterior e as linhas de investigação que a polícia segue, conforme informação divulgada pela Rede Amazônica e pelo Tribunal de Justiça do Amazonas.

Condenação e antecedentes judiciais

Segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas, o ex-policial foi condenado a 64 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, pela participação em uma chacina ocorrida em 2015, no bairro Santa Etelvina.

Inicialmente ele havia sido absolvido em 2018, mas o Ministério Público recorreu, e o tribunal anulou a absolvição, determinando novo júri.

No novo julgamento, os jurados o condenaram pelo homicídio qualificado das quatro vítimas, e a sentença determinou o cumprimento imediato da pena, ainda cabia recurso da decisão.

Detalhes do ataque e imagens

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ele é surpreendido por quatro homens armados, agredido e levado para outro cômodo, onde foi executado a tiros.

De acordo com a polícia, os executores estavam encapuzados e armados com fuzis, e outra vítima encontrada morta estava dentro de um carro estacionado no sítio.

O ex-policial era conhecido como Max, e as imagens reforçam a hipótese de execução planejada pelos criminosos.

Motivações e linhas de investigação

De acordo com informações obtidas pela Rede Amazônica, a polícia trabalha com duas hipóteses para a motivação da morte, uma delas apura se o crime foi cometido por outros policiais militares em um provável acerto de contas.

A outra linha investiga se familiares de Max estariam envolvidos no crime, e as apurações estão sob responsabilidade da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, DEHS.

Nos autos da chacina de 2015, a denúncia indica que Francisco foi contratado para matar uma das vítimas e teria recebido R$ 10 mil pelo crime, e as demais mortes ocorreram porque as pessoas presentes manuseavam armas, conforme o processo.

Próximos passos da investigação

A polícia segue colhendo depoimentos e analisando as imagens das câmeras para identificar os executores e esclarecer se houve participação de agentes públicos ou conflito familiar.

O caso segue em investigação pela DEHS, e as autoridades ainda não divulgaram prisões ou identificação oficial dos suspeitos envolvidos na ação.

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