O Período do Defeso Florestal 2026 começa nesta quinta-feira, dia 15, e vai até 15 de maio no Amazonas, durante o período chuvoso da Amazônia.
Durante esse intervalo ficam suspensas as atividades de corte, arraste e transporte de madeira em Planos de Manejo Florestal Sustentável, as chamadas PMFS.
As medidas visam reduzir impactos ambientais, preservar o solo e proteger a vegetação em momento de maior sensibilidade ecológica, conforme informação divulgada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, Ipaam.
O que muda na prática
Em todo o estado, todas as operações previstas em planos de manejo devidamente licenciados pelo Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais, Sinaflor, terão suas atividades suspensas.
A suspensão inclui corte, arraste e transporte de toras e madeira, com auditoria e fiscalização reforçadas pelo órgão ambiental durante o período chuvoso.
Quem será impactado
Segundo a Gerência de Controle Florestal, GECF, cerca de 60 planos de manejo serão impactados, com maior concentração em municípios que concentram PMFS.
Os proprietários e empresas que atuam com manejo devem observar a interrupção planejada, para evitar autuações e garantir conformidade ambiental.
Requisitos para manejo legal
Para realizar manejo florestal de forma legal é necessário comprovar a posse da terra e solicitar ao Ipaam a Autorização Prévia para Análise Técnica, Apat.
Após o deferimento, o plano passa por avaliação técnica que considera inventário florestal, maquinário, espécies protegidas e volume autorizado, portanto é preciso planejamento prévio.
Por que a medida é adotada, e o que diz a autoridade
O objetivo central do defeso é minimizar os impactos da exploração e garantir a preservação dos recursos naturais da Amazônia, com atenção especial ao solo e à vegetação durante o inverno.
De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanção, “O defeso florestal é uma medida essencial para garantir o equilíbrio ambiental, assegurar a sustentabilidade da atividade madeireira e permitir um controle mais eficiente por parte do órgão ambiental, especialmente em um período crítico como o inverno amazônico”.
Proprietários e gestores de planos de manejo devem consultar o Ipaam e o Sinaflor para dúvidas sobre prazos, documentação e regularização, e acompanhar as orientações para retomar as operações após 15 de maio.











