Operação Tamoiotatá aplica multas, embargos e fiscalização na BR-230 em Humaitá, R$ 1,7 milhão em sanções, 220 hectares embargados, ação seguirá em etapas até dezembro de 2026
A Operação Tamoiotatá, de fiscalização ambiental, resultou na aplicação de autuações e em embargo de áreas por desmatamento ilegal às margens da BR-230, em Humaitá.
Equipes percorrem trechos da rodovia para identificar irregularidades, intimar responsáveis e garantir a proteção de áreas estratégicas da floresta.
As medidas incluem multas que totalizam R$ 1,7 milhão e embargos sobre 220 hectares, o equivalente a 220 campos de futebol, conforme informação divulgada pelo Ipaam.
Multas aplicadas e áreas embargadas
Foram aplicados nove autos de infração e três embargos por descumprimento de ordens anteriores, criação de animais sem licença ambiental e impedimento da regeneração da vegetação nativa, segundo o balanço do Ipaam.
Cada autuado recebeu multa de R$ 110 mil por descumprir embargo e R$ 100,5 mil por criar animais sem licença ambiental. Também foram aplicadas multas de R$ 570 mil, R$ 425 mil e R$ 115 mil por dificultar a regeneração da vegetação. No total, as sanções somam R$ 1,7 milhão.
As áreas autuadas seguem embargadas e não podem ter atividades até a regularização ambiental, e os autuados têm 20 dias para apresentar defesa ou pagar as multas.
Como foi a fiscalização na BR-230
As equipes percorreram 160 km da BR-230 e vistoriaram propriedades rurais às margens da rodovia, onde encontraram as irregularidades. As áreas embargadas somam 220 hectares, o equivalente a 220 campos de futebol.
Durante a primeira fase da Operação Tamoiotatá 6 foram multadas três pessoas e aplicados nove autos de infração, com fiscalização direcionada a propriedades com alertas ambientais.
Planejamento da operação e apoio institucional
Conforme o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, “a operação é planejada com base em dados técnicos e monitoramento ambiental, priorizando áreas estratégicas da floresta,” destacando o caráter técnico da ação.
A Operação Tamoiotatá 6 é realizada pelo Governo do Amazonas com apoio do Ipaam, Secretaria de Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e órgãos federais como o Censipam, ligado ao Ministério da Defesa.
O trabalho também prioriza a proteção das Unidades de Conservação e áreas estratégicas da floresta, e a sequência da operação terá 15 etapas, cada uma com cerca de 20 dias, e deve seguir até dezembro de 2026.
Destinação das multas e como denunciar
Os valores das multas vão para o Fundo Estadual de Meio Ambiente, Fema, administrado pela Secretaria de Meio Ambiente, Sema, e ajudam a financiar ações de proteção ambiental no estado.
Denúncias de crimes ambientais podem ser feitas pelo WhatsApp (92) 98557-9454, contribuindo para que a Operação Tamoiotatá identifique áreas com atividade ilegal e tome medidas administrativas e de fiscalização.












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