Norte Conectado leva internet de alta velocidade à Amazônia, segunda fase inicia com 5 mil toneladas de cabos para os rios Madeira, Purus e Juruá

O Programa Norte Conectado iniciou a segunda fase das obras com uma operação logística no porto Super Terminais, em Manaus.

Três embarcações especializadas estão carregando cabos de fibra óptica que serão lançados nos rios Madeira, Purus e Juruá, para expandir a infraestrutura digital da região.

As novas rotas vão ligar Autazes, Amazonas, a Porto Velho, Rondônia, Manacapuru, Amazonas, a Rio Branco, Acre, e Fonte Boa, Amazonas, a Cruzeiro do Sul, Acre, conforme informação divulgada pelo Governo Federal, por meio do Ministério das Comunicações e da Agência Nacional de Telecomunicações, Anatel.

Operação e escala da embarcação

Com cerca de 5 mil toneladas de cabos em movimentação, esta é a maior operação já realizada pelo programa.

A etapa atual supera ações anteriores, que instalaram 2.400 quilômetros de cabos e movimentaram 3.600 toneladas nas Infovias 02, 03 e 04.

O carregamento deve ser concluído em até 30 dias, e as embarcações partirão para os lançamentos ao longo dos leitos fluviais indicados.

Tecnologia e capacidade da rede

Cada cabo contém 24 pares de fibra óptica e tem capacidade de transmissão de até 96 terabytes por segundo, o que garante internet de alta velocidade em regiões remotas.

Quando concluído, o Norte Conectado terá 13,2 mil quilômetros de cabos ópticos, criando uma malha que vai interligar 70 municípios em seis estados da Amazônia, Amazonas, Pará, Acre, Roraima, Rondônia e Amapá, e beneficiar cerca de 7,5 milhões de pessoas.

Impacto ambiental e uso dos rios

O projeto destaca-se pelo compromisso ambiental, ao usar os rios para instalar os cabos, evitando grandes obras terrestres e reduzindo o risco de desmatamento.

Os cabos são feitos com materiais inertes e atóxicos, instalados no leito dos rios sem causar impacto ambiental, segundo as informações oficiais.

Declaração da gestão do programa e próximos passos

Gina Marques, CEO da Entidade Administradora da Faixa, EAF, resumiu a proposta do programa com as seguintes palavras, “Quando falamos em conectividade significativa, falamos de algo que vai além de sinal, esse projeto propõe infraestrutura pensada para durar, respeitar a floresta e chegar onde o Brasil sempre teve mais dificuldade de chegar, ao lançar fibra óptica pelos rios da Amazônia, estamos transformando geografia em oportunidade e tecnologia em cidadania, É assim que a EAF, por meio do Norte Conectado, traduz política pública em impacto real na vida das pessoas”.

Com a conclusão desta etapa, a expectativa é que mais comunidades e cidades da região tenham acesso a serviços digitais de qualidade, educação remota, telemedicina e melhores conexões para atividades econômicas locais.