As buscas pelos sete desaparecidos do naufrágio no Rio Negro entraram no segundo dia em Manaus, com atuação do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil no local conhecido como Encontro das Águas.
Seis embarcações e cerca de 20 homens participam das operações, e a principal dificuldade para o resgate é a forte correnteza, que atrapalha os mergulhadores e as buscas subaquáticas.
O acidente ocorreu na tarde de sexta-feira, quando a embarcação Lima de Abreu XV naufragou com 80 pessoas a bordo, e o caso está em investigação pelas autoridades competentes, conforme informação divulgada pelo g1.
Buscas e desafios no Encontro das Águas
As equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil concentram as buscas exatamente no ponto onde os rios Negro e Solimões se encontram, área de forte correnteza e visibilidade reduzida na água.
Segundo as equipes, a correnteza é a principal barreira para os mergulhadores, além da necessidade de coordenação entre embarcações para cobrir a vasta área de procura.
Vítimas, sobreviventes e números do acidente
A embarcação Lima de Abreu XV seguia de Manaus para Nova Olinda do Norte, a 230 quilômetros, com cerca de 80 pessoas a bordo quando naufragou.
O Governo do Amazonas confirmou a morte da menina Samila de Souza, de 3 anos, e de Lara Bianca, de 22 anos, e informou que sete pessoas continuam desaparecidas.
Entre os sobreviventes está uma passageira identificada como Lane, que conseguiu escapar do naufrágio e foi atendida pelas equipes de resgate.
Investigação, prisão do piloto e posição da empresa
A Marinha abriu apuração para apurar as circunstâncias do acidente, e passageiros relataram que a lancha estava em alta velocidade no momento do naufrágio.
O piloto, Pedro Silva Gomes, de 42 anos, foi preso por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e pagou fiança de R$ 16 mil, ele vai responder às acusações em liberdade.
A defesa de Pedro José da Silva Gama afirmou que o piloto ajudou as equipes de resgate desde o primeiro momento e continua à disposição das autoridades.
A empresa Lima de Abreu, proprietária da lancha, declarou que está colaborando com as investigações, enquanto as buscas continuam até localizar os desaparecidos.












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