Naufrágio no Encontro das Águas Manaus: buscas por desaparecidos seguem, 71 resgatados, duas mortes e investigação da lancha Lima de Abreu XV

Buscas por desaparecidos no naufrágio no Encontro das Águas, em Manaus, seguem sem pausa, equipes fazem mergulhos e varreduras após resgate de dezenas de passageiros e confirmação de mortes

Uma embarcação de transporte de passageiros afundou no trecho conhecido como Encontro das Águas, em Manaus, e as operações de busca por desaparecidos continuam desde a manhã deste sábado.

Vidas foram salvas, outras foram perdidas, e familiares aguardam notícias na base de triagem montada no Porto da Ceasa, onde os resgatados receberam atendimento inicial.

Segundo os relatos oficiais, “71 pessoas foram retiradas com vida do rio.” “Duas pessoas morreram e outras sete seguem desaparecidas.”, conforme informações repassadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e pela polícia.

O que aconteceu com a lancha Lima de Abreu XV

A lancha Lima de Abreu XV havia saído de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte, quando apresentou instabilidade e acabou afundando no Encontro das Águas. Testemunhas relataram ondas fortes e entrada rápida de água, o que levou passageiros a pular no rio para tentar sobreviver.

Imagens gravadas por quem estava nas proximidades mostram cenas de desespero, com homens, mulheres e crianças na água tentando se manter à tona até a chegada do socorro.

Resgate, vítimas e relatos

Conforme informou o Corpo de Bombeiros, “71 pessoas foram retiradas com vida do rio.” Muitas apresentavam sinais de cansaço extremo, princípio de hipotermia e ingestão de água. As vítimas foram levadas ao Porto da Ceasa, que virou base de triagem, onde receberam os primeiros atendimentos antes de serem liberadas ou encaminhadas a unidades hospitalares.

Duas mortes foram confirmadas até o momento, uma criança e uma jovem de 22 anos, cujos corpos passaram por perícia e foram encaminhados ao Instituto Médico Legal. Ainda segundo as autoridades, sete pessoas seguem desaparecidas.

Entre os relatos de sobrevivência, chama atenção a história de um recém-nascido de cinco dias salvo após familiares o colocarem dentro de um cooler, até a chegada do resgate, a criança foi retirada da água com vida e recebeu avaliação médica.

Operação de buscas e instituições envolvidas

A operação mobiliza dezenas de agentes e envolve buscas na superfície e mergulhos em áreas apontadas por testemunhas como possíveis locais onde vítimas foram vistas pela última vez. Embarcações rápidas fazem varreduras constantes, enquanto equipes em terra prestam suporte logístico.

Além do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, atuam na operação a Marinha do Brasil, a Polícia Militar do Amazonas, a Polícia Civil do Amazonas e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. A Marinha é o órgão responsável por apurar oficialmente o acidente e deverá informar, ao fim da investigação, se a lancha operava dentro das normas de segurança e capacidade de passageiros.

Investigação, responsabilidades e segurança na área

O comandante da embarcação foi conduzido para prestar esclarecimentos, e um inquérito buscará determinar se houve falha humana, problema mecânico ou influência direta das condições de navegação. A área do Encontro das Águas é conhecida pelos banzeiros, ondas formadas pelo choque das correntes, que exigem atenção redobrada, principalmente de embarcações menores ou muito carregadas.

Enquanto a investigação não é concluída, as buscas continuam sem interrupção. A cada retorno de embarcação à base, familiares se aproximam em silêncio, tentando reconhecer rostos e aguardando qualquer notícia sobre parentes desaparecidos.

As autoridades pedem que quem tiver imagens ou informações sobre o acidente procure os canais oficiais, para auxiliar nas buscas e no processo investigativo, e reforçam que a prioridade agora é localizar os desaparecidos e oferecer apoio às famílias.

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