Naufrágio no Encontro das Águas deixa duas vítimas fatais em Manaus, entre elas uma criança de 3 anos, alerta para segurança de travessias fluviais e investigação em curso
O naufrágio no Encontro das Águas provocou comoção entre familiares e testemunhas, e desencadeou buscas por desaparecidos na região. Imagens mostram passageiros na água, botes salva-vidas e embarcações auxiliando no resgate.
DuAS passageiras foram identificadas como Samila de Souza, de 3 anos, e Lara Bianca, de 22 anos, e a tragédia reacendeu questionamentos sobre segurança em rotas fluviais entre Manaus e municípios vizinhos.
Os dados iniciais sobre o acidente, os resgates e as vítimas foram divulgados à imprensa, conforme informação divulgada pelo g1
O acidente e as operações de resgate
A embarcação envolvida é a lancha de passageiros Lima de Abreu XV, operada pela empresa Lima de Abreu Navegações. O naufrágio ocorreu por volta das 12h30 de sexta-feira, nas proximidades do Encontro das Águas, após a saída de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte.
Segundo os relatos, várias pessoas ficaram à deriva e foram vistas em cima de botes salva-vidas aguardando socorro. Um vídeo obtido pela Rede Amazônica mostra adultos e crianças na água, e embarcações próximas tentando auxiliar no resgate.
Em relação ao número de vítimas, outras sete pessoas estão desaparecidas e 71 pessoas foram resgatadas, conforme os primeiros levantamentos. Equipes do Corpo de Bombeiros, da Marinha e da Polícia Militar atuaram no local.
O socorro mobilizou cerca de 25 bombeiros, três lanchas e oito viaturas da corporação, além de uma lancha da Polícia Militar e uma ambulância do SAMU. A Marinha informou que enviou equipe ao local e que uma aeronave do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste sobrevoou a área para localização e resgate, e para a apuração inicial do acidente.
Quem eram as vítimas
A pequena Samila de Souza, de 3 anos, estava em Manaus pela primeira vez. Familiares disseram que a menina havia viajado de Urucurituba, no interior do Amazonas, para a capital com a avó, junto de um tio e o irmão, de 8 anos, para passar as férias.
Samila retornava para o interior do estado na lancha, que faria parada na cidade, quando ocorreu o acidente. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, a criança foi recebida no Pronto Socorro da Criança da Zona Leste, unidade que integra o Complexo Hospitalar Leste, mas já chegou sem vida ao hospital.
A outra vítima fatal, identificada por amigos como Lara Bianca, de 22 anos, era natural de Nova Olinda do Norte e estudava odontologia em Manaus. Amigos informaram que ela estava prestes a concluir a graduação, e colegas e familiares lamentaram a perda, descrevendo Lara como filha única, dedicada e motivo de orgulho para os pais.
De acordo com o relatório de ocorrências do Instituto Médico Legal, o corpo de Lara Bianca foi resgatado e levado ao pelotão fluvial do Corpo de Bombeiros, no Porto de Manaus. De lá, o corpo seguiu para o IML.
Relatos de quem estava a bordo e medidas iniciais
Uma passageira que ficou à deriva gravou vídeo relatando ter alertado o condutor da lancha para reduzir a velocidade por causa do banzeiro, que são as ondas turbulentas típicas da região. No registro, ela afirma, “falei para ir devagar”.
O comandante da embarcação foi identificado como José Pedro da Silva Gama, de 42 anos. Ele foi detido e encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, segundo as informações iniciais divulgadas pelas autoridades.
As causas do naufrágio ainda estão sendo apuradas pelas autoridades competentes, com equipes no local reunindo depoimentos, imagens e vestígios da embarcação para a investigação.
Impacto local e próximos passos
A tragédia gerou comoção entre familiares, amigos e colegas das vítimas, e reacendeu o debate sobre a segurança das travessias fluviais na região metropolitana de Manaus. Autoridades locais prometeram acompanhar as buscas pelos desaparecidos e acelerar as investigações.
As buscas pelos desaparecidos continuavam no dia seguinte ao acidente, com apoio de forças estaduais e federais, e a apuração das causas deverá incluir análise das condições da embarcação, da operação e das condições meteorológicas no momento do incidente.
Novas atualizações sobre o número de resgatados, desaparecidos e as conclusões preliminares da investigação devem ser divulgadas à medida que os órgãos responsáveis concluírem as verificações e os laudos periciais.












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