O número de desaparecidos no naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido no Encontro das Águas, em Manaus, foi reduzido para cinco, após revisão das informações pela corporação.
As buscas foram suspensas na noite de segunda-feira e têm previsão de retomar na manhã desta terça-feira, com uma área de varredura que já ultrapassa 120 quilômetros rio abaixo.
Conforme informação divulgada pelo g1
Atualização das buscas e desafios técnicos
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas informou a correção do número de desaparecidos depois da confirmação da morte do músico Fernando Grandêz, de 39 anos.
A operação é complexa, por causa das fortes correntes e das mudanças de direção no ponto onde os rios Negro e Solimões se encontram. A embarcação foi localizada a cerca de 50 metros de profundidade.
Sobre os obstáculos às buscas, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, coronel Muniz, explicou, “Fatores hidrodinâmicos do Encontro das Águas interferem muito nas operações de busca. Nós temos mudanças de direcionamento das correntes de arrasto, principalmente do Rio Solimões, que tem uma correnteza mais forte. Nós temos diferença de densidade de temperatura no Encontro das Águas. A profundidade é muito grande também. Isso é um complicador para as operações”.
Vítimas, resgatados e relatos de sobreviventes
Na colisão e naufrágio na sexta-feira, três pessoas morreram, sendo uma criança, uma jovem de 22 anos e um homem de 39 anos. Ao todo, 71 pessoas foram resgatadas com vida, segundo os bombeiros.
Vídeos obtidos por veículos de imprensa registraram dezenas de pessoas na água, inclusive crianças, em cima de botes salva-vidas, enquanto aguardavam socorro. Em um registro de uma passageira que ficou à deriva, ela afirmou, “falei para ir devagar”, ao relatar que havia pedido ao condutor para reduzir a velocidade por causa do banzeiro.
Responsabilidade, apoio e forças envolvidas
O comandante da lancha, identificado como José Pedro da Silva Gama, de 42 anos, foi preso em flagrante no porto de Manaus e, após pagamento de fiança, liberado, ele responderá por homicídio culposo. A Justiça solicitou prisão preventiva do piloto no sábado.
Na operação de resgate e buscas atuam mergulhadores, embarcações, drones, um helicóptero e três sonares, além de equipes de Itacoatiara e Parintins, por haver possibilidade de deslocamento das vítimas para áreas distantes do local do naufrágio.
O Grupamento de Bombeiros Marítimo do Estado de São Paulo enviou seis militares, incluindo um capitão, para reforçar os trabalhos. A Marinha do Brasil também mantém equipes na região, com o emprego de uma aeronave do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste, uma embarcação do 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas e duas lanchas da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental.
O que vem a seguir
As buscas devem ser retomadas com foco em áreas rio abaixo e nas margens, com coleta de dados junto aos sobreviventes para orientar a operação e a investigação do acidente.
A situação no Encontro das Águas continua sensível, e as equipes mantêm a prioridade em localizar os desaparecidos e esclarecer as circunstâncias do naufrágio no Amazonas.












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