Naufrágio no Amazonas: comandante foragido após prisão preventiva decretada, 3 mortos, 5 desaparecidos, 71 resgatados e buscas com sonares e helicóptero

Apuração do naufrágio no Amazonas e continuidade das buscas com apoio da Marinha, bombeiros e força-tarefa, enquanto comandante segue foragido e Justiça decreta prisão preventiva

Uma embarcação de passageiros afundou após sair de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte, deixando mortos, desaparecidos e dezenas de sobreviventes em meio a uma operação de busca complexa.

A operação envolve mergulhadores, sonares, drones, helicóptero e equipes de várias cidades, e a embarcação foi localizada a cerca de 50 metros de profundidade, segundo os órgãos de resgate.

Conforme informação divulgada pelo g1, o comandante Pedro José da Silva Gama, de 43 anos, está foragido desde que a Justiça do Amazonas decretou a prisão preventiva, após o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV.

O que se sabe sobre o naufrágio

A lancha Lima de Abreu XV saiu de Manaus na sexta-feira (13) rumo a Nova Olinda do Norte, e, conforme os bombeiros, “80 pessoas estavam a bordo. Destas, 71 foram resgatadas sem ferimentos graves”, enquanto três mortes foram confirmadas e cinco pessoas seguem desaparecidas.

As imagens feitas no local mostram várias pessoas na água, inclusive crianças, em cima de botes salva-vidas, e embarcações próximas tentando auxiliar no resgate.

Prisões, ordem judicial e comandante foragido

A juíza Eliane Gurgel do Amaral Pinto determinou a prisão preventiva no sábado (14), com a justificativa de garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.

“Pedro José havia sido preso em flagrante na sexta-feira (13), mas foi liberado após pagar fiança”, e desde a decretação da prisão preventiva ele não foi localizado, segundo informações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros.

Operações de busca e dificuldades no Encontro das Águas

As buscas são consideradas complexas por causa das fortes correntes e das mudanças de direção entre os rios Negro e Solimões, o que dificulta a varredura e a localização de possíveis vítimas.

Conforme relato técnico, “Fatores hidrodinâmicos do Encontro das Águas interferem muito nas operações de busca. Nós temos mudanças de direcionamento das correntes de arrasto, principalmente do Rio Solimões, que tem uma correnteza mais forte. Nós temos diferença de densidade de temperatura no Encontro das Águas. A profundidade é muito grande também. Isso é um complicador para as operações”, explicou Muniz.

A força-tarefa conta com mergulhadores, embarcações, drones, um helicóptero e três sonares, e equipes de Itacoatiara e Parintins também participam, pois há possibilidade de as vítimas terem sido levadas para áreas mais distantes do local do naufrágio.

Vítimas, relatos e apoio da Marinha

Com a confirmação da morte do cantor gospel Fernando Grandêz, de 39 anos, o número de vítimas chegou a três, e cinco pessoas ainda são consideradas desaparecidas.

Uma passageira que ficou à deriva relatou em vídeo que havia alertado o condutor da lancha para diminuir a velocidade por causa do banzeiro, e disse, enquanto estava à deriva, “falei para ir devagar”, conforme relatos obtidos pela imprensa.

A Marinha do Brasil informou que mantém equipes nas buscas e empregou aeronave do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste, uma embarcação do 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas e duas lanchas da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, além de apoio com coleta de dados dos sobreviventes para auxiliar na apuração do caso.

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