O naufrágio no Amazonas completa uma semana nesta sexta-feira, com as equipes de resgate ainda em operação para localizar cinco pessoas desaparecidas.
Desde o início das buscas, as equipes já percorreram mais de 200 quilômetros pelos rios, ampliando gradualmente a área de varredura, e a operação é considerada uma das mais complexas já realizadas na região.
Ao todo, três pessoas morreram no acidente, 71 foram resgatadas sem ferimentos graves, e as causas do naufrágio ainda estão em apuração pelas autoridades.
conforme informação divulgada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e por reportagens locais.
Cronologia do acidente
A embarcação de transporte da empresa Lima de Abreu Navegações naufragou na tarde do dia 13 de fevereiro, no Encontro das Águas, um dos principais pontos turísticos do Amazonas.
De imediato, foram acionadas equipes de apoio e já no dia do acidente as equipes confirmaram que, entre passageiros, 71 pessoas foram resgatadas sem ferimentos graves, três pessoas morreram e outras cinco estão desaparecidas.
Detalhes das buscas e tecnologia empregada
Segundo o CBMAM, a força-tarefa conta com mergulhadores, especialistas em salvamento aquático e equipes embarcadas, e cerca de 70 a 80 militares atuam diariamente na operação.
As buscas envolvem varreduras de superfície, mergulhos e o uso de tecnologias como sonares de imagem e detectores de metal, com a área de procura sendo ampliada gradualmente a partir do ponto do acidente.
Durante a operação, uma mochila e uma carteira com documentos pessoais de um dos passageiros desaparecidos foram encontradas a cerca de 70 quilômetros do local do acidente, na terça-feira (17).
Vítimas e relatos de sobreviventes
Foram identificadas três vítimas, Samila de Souza, de 3 anos, Lara Bianca, de 22, e Fernando Grandêz, de 39 anos, cujos corpos foram resgatados nos dias seguintes ao naufrágio.
Entre os resgatados estava um bebê prematuro de apenas cinco dias de vida, encontrado dentro de um cooler à deriva, e vídeos gravados por passageiros mostram pessoas, incluindo crianças, sobre botes e coletes salva-vidas esperando por socorro.
Sobre as causas, sobreviventes relataram que a lancha estava em alta velocidade, e que a embarcação começou a inundar após ser atingida por banzeiros, como são conhecidas as ondas do rio, afirmação que é alvo de investigação.
Piloto, prisão e investigação
O piloto identificado como Pedro José da Silva Gama, de 42 anos, foi preso pela polícia no dia do naufrágio, inicialmente encaminhado ao 1º Distrito Integrado de Polícia, e depois levado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros.
Ele chegou a ser liberado após pagamento de fiança, mas no sábado seguinte a Justiça decretou a prisão preventiva, e desde então o piloto não foi localizado, sendo considerado foragido pela polícia.
A apuração das causas do naufrágio segue em curso, com autoridades e peritos coletando depoimentos, imagens e elementos periciais, e a operação de busca permanece sem prazo para encerramento, em busca das cinco pessoas ainda desaparecidas.












Leave a Reply