O mel produzido no Amapá avançou para mercados internacionais após um acordo firmado durante a feira Gulfood, em Dubai.
A parceria possibilita que a produção amazônica utilize estruturas consolidadas de beneficiamento, para atender às exigências do mercado europeu.
O movimento envolve a Coorpermel Amapá, coopertativas de outros estados e acompanhamento do governo federal, conforme informações da Coorpermel Amapá e do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Como o acordo foi fechado
Na Gulfood, considerada uma das maiores feiras do setor de alimentos do mundo, foi assinado o contrato para envio do produto ao mercado europeu.
A parceria conecta apicultores do Amapá a intermediários e plantas de beneficiamento de outras unidades da federação, em especial a Coopemapi, de Minas Gerais, e a Carpil, de Alagoas.
O modelo permite que o mel do Amapá seja embalado e processado em estruturas já consolidadas, cumprindo padrões exigidos pela União Europeia.
Volume, prazo e metas
Na primeira etapa, a previsão é exportar entre cinco e dez toneladas do produto para a Itália até o fim de 2026, com possibilidade de envio total de até 10 toneladas.
Segundo o presidente da Coopermel Amapá, Júnior Césár Avelar, a cooperativa produziu entre seis e sete toneladas em 2025, de forma artesanal, e agora se prepara para atender às exigências da União Europeia.
Avelar detalhou o calendário da safra, que vai de agosto a dezembro, com pico em outubro e novembro, e afirmou que os produtores passarão por processos de certificação e rastreabilidade até junho.
Impacto para produtores e economia local
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, avaliou a iniciativa como um reforço à economia local, destacando que a nova rota de comércio vai gerar emprego e renda.
Na avaliação de Góes, “A rota do mel já é uma realidade. Vai gerar emprego e renda, assim como o cacau, o açaí, o pescado e a castanha”, frase divulgada pelas entidades envolvidas no acordo.
Para os apicultores, a expectativa é integrar a produção a padrões internacionais e elevar o valor agregado do produto, aumentando escala e permitindo a abertura de novos mercados.
Estrutura, certificação e próximos passos
A Coopermel Amapá afirmou que equipes técnicas serão enviadas ao estado para auxiliar no manejo e na adequação às normas europeias.
Segundo Avelar, “Eles vão mandar uma equipe ao Amapá para nos auxiliar. O mercado europeu exige seriedade no manejo e alto valor agregado”, posicionamento oficial da cooperativa sobre o processo de certificação.
Com essa base, produtores locais esperam ampliar a produção de forma responsável, oferecer um produto certificado e levar ao mercado internacional um mel com origem e história.












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