Protesto na Ponta Negra em Manaus reuniu protetores e moradores que exigiram justiça pelo cão Orelha, cobrando investigação efetiva e punição nos casos de maus-tratos
Protetores de animais, tutores e ativistas se reuniram neste domingo, no Anfiteatro da Ponta Negra, em Manaus, vestidos de preto para pedir justiça pelo cão Orelha.
Em coro, os manifestantes gritavam repetidamente, “Justiça”, enquanto denunciavam a frequência de casos de maus-tratos e pediam responsabilização dos envolvidos.
Os organizadores destacaram a necessidade de investigação rigorosa e ações que previnam novos crimes contra animais, com apoio da sociedade e das autoridades, conforme informação divulgada pelo g1.
Manifestação e pedidos de responsabilização
Vestindo camisas pretas, os manifestantes também denunciaram a frequência de casos de maus-tratos contra animais e cobraram responsabilidade dos envolvidos.
Além do pedido por justiça pelo cão Orelha, o ato teve como objetivo dar visibilidade à violência contra animais e pressionar por respostas claras das autoridades locais.
O caso do cão Orelha e o andamento das investigações
“O cão comunitário Orelha foi espancado no dia 4 de janeiro na Praia Brava, em Florianópolis”, segundo relatos, e, por causa dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia.
A Polícia Civil de Santa Catarina investiga o caso, e quatro adolescentes foram apontados como suspeitos, de acordo com as informações disponíveis.
Dois dos jovens viajaram com a família para os Estados Unidos, mas retornaram ao Brasil na última quinta-feira, segundo a polícia, e na sexta-feira, um deles foi descartado da autoria após o inquérito concluir que ele não tinha envolvimento com os maus-tratos.
Legislação e penas aplicáveis
No Brasil, esse tipo de crime está previsto na Lei nº 9.605/1998.
As punições foram ampliadas pela Lei nº 14.064/2020, que prevê reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição de guarda do animal em casos que envolvem cães e gatos, conforme consta nas normas citadas pelas autoridades.
Demandas dos protetores e próximos passos
Os participantes reforçaram que, além do caso específico do cão Orelha, é preciso combater práticas como abandono, agressões, mutilações, envenenamento e falta de cuidados básicos.
Os organizadores pedem maior fiscalização, penas efetivas e políticas públicas de proteção animal para reduzir a ocorrência desses crimes.
Os nomes, idades e localização dos suspeitos de atacar Orelha não foram divulgados pela investigação, tendo em vista que o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de 18 anos.
As investigações seguem em curso, e a mobilização em Manaus reflete a pressão da sociedade para que casos de maus-tratos recebam atenção e resultem em responsabilização efetiva.











