Exportação de gado de Roraima em 2025 mais que triplicou, foram 70.931 cabeças vendidas para outros estados, Amazonas absorveu 87,7% do total
Roraima mais que triplicou as exportações de gado em 2025, com a venda de 70.931 cabeças para outros estados, um salto que mudou o ritmo da pecuária local.
O volume exportado superou em 231,9% o registrado em 2024, quando foram comercializados 21.367 animais, e as negociações incluíram abate, engorda, esporte, exposição e recria.
Os números e as explicações sobre esse movimento foram divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária de Roraima, conforme informação divulgada pela Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr).
Distribuição regional das vendas
O Amazonas foi o principal comprador e adquiriu 62.188 cabeças, o equivalente a 87,7% do total comercializado no período.
Rondônia, que não havia recebido bovinos de Roraima em 2024, importou 3.867 cabeças em 2025, enquanto Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo juntos adquiriram quase 6 mil animais.
Fatores que explicam o aumento da exportação de gado
O presidente da Aderr, Marcelo Parisi, atribui o interesse do Amazonas à qualidade genética do rebanho local e ao valor de mercado, com preços atrativos em Roraima.
Parisi destacou, textualmente, que “Esses são os principais fatores que permeiam esse aumento, além do preço atrativo do animal aqui do Estado“, ressaltando a combinação de genética e custo como motor das vendas.
Outro ponto apontado pela agência foi o aumento das exportações brasileiras de carne e a menor oferta de animais em outras regiões, o que fez compradores buscarem reposição de rebanho em áreas como Roraima.
Importância do status sanitário
As políticas sanitárias do estado também pesaram no resultado, e Roraima alcançou o status de livre de aftosa sem vacinação, ou seja, a doença foi eliminada no território estadual, segundo a Aderr.
Esse reconhecimento amplia a confiança dos compradores, reduzindo barreiras para o trânsito de animais entre estados e valorizando a exportação de gado proveniente de Roraima.
Impacto para pecuaristas e perspectivas
Para os produtores locais, a demanda externa trouxe oportunidade de remuneração e escoamento rápido do rebanho, mas também impõe desafios de reposição e manejo.
Com a busca de animais para abate, engorda e recria, a expectativa é de que o mercado regional se mantenha aquecido, desde que políticas sanitárias e de genética sigam fortalecidas, oferecendo previsibilidade à cadeia.












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