A proposta da Fundação Paulo Feitoza, a FPFtech, busca ir além da qualificação técnica tradicional, ao ensinar jovens a pensar a tecnologia com propósito e visão de mercado.
O curso articula programação, metodologias ágeis e estratégias de negócio, para que estudantes aprendam a planejar soluções, validar ideias e apresentar projetos a parceiros.
No desenho da formação há também acesso a laboratórios, mentoria e convivência com startups dentro do parque tecnológico da própria fundação, conforme informação divulgada pela FPFtech.
Um currículo pensado para empreender
O Ensino Médio Técnico em Desenvolvimento de Software oferece conteúdos que combinam lógica de programação com ferramentas de gestão, como planejamento financeiro, marketing e validação de mercado.
Ao longo de três anos, os alunos vivem um ciclo similar ao de uma startup, desde a identificação de problemas até a construção de protótipos e apresentação para possíveis parceiros.
A formação prioriza o desenvolvimento de competências para liderar ideias, com foco em transformar conhecimento técnico em valor, seja para empreender, seja para inovar dentro de organizações.
Ambiente de aprendizado, mentoria e conexões reais
O curso é ministrado no parque tecnológico da Fundação, no Distrito Industrial, onde atuam equipes de P&D e startups incubadas.
Os estudantes têm acesso a laboratórios modernos, mentoria de especialistas e desafios reais propostos por empresas parceiras, garantindo contato direto com o ecossistema de inovação.
Apesar da proximidade com profissionais de diferentes áreas, a rotina é realizada em espaços exclusivos e com acompanhamento pedagógico, para preservar um ambiente seguro e adequado à faixa etária.
Carga horária, reconhecimento e percurso após a formação
A carga horária total do curso é de 3.600 horas, com jornada integral e conteúdos alinhados ao Novo Ensino Médio, conforme detalhado pela instituição.
Reconhecido pelo Conselho Estadual de Educação, o curso inicia a primeira turma em 2026, e a seleção dos alunos inclui entrevistas e visitas presenciais com as famílias.
Ao concluir os três anos, o estudante recebe o diploma técnico e um portfólio de projetos desenvolvidos, com alguns trabalhos com potencial de continuidade em programas de incubação ou parcerias locais.
Visão da direção e resultados esperados
“Não se trata de esperar o futuro chegar. Nosso modelo permite que os estudantes comecem a construir seus próprios caminhos desde o início do ensino médio, com base em criatividade, estratégia e prática”, afirma Nancy Cavalcante, diretora educacional da FPFtech.
A instituição enfatiza que, além da formação técnica, os estudantes desenvolvem inglês técnico, educação financeira, inteligência emocional e orientação de carreira.
Com essa abordagem, a FPFtech pretende formar jovens com capacidade de empreender, coragem para inovar e instrumentos práticos para transformar ideias em soluções, seja no mercado de trabalho, seja no ambiente acadêmico da própria faculdade da fundação.











