MANAUS (AM) – A Prefeitura de Manaus, sob comando de David Almeida (Avante), decidiu novamente recorrer ao endividamento. Um novo empréstimo de R$ 145,8 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi formalizado e publicado no Diário Oficial do Município (DOM) na última quinta-feira (23). Com isso, a dívida pública municipal ultrapassa a marca dos R$ 5,3 bilhões, um patamar recorde na história recente da capital amazonense.
O contrato, com prazo de 12 anos, tem como justificativa o financiamento de ações de “modernização da administração municipal” e o fortalecimento da “capacidade de gestão urbana”, dentro do Programa de Modernização da Administração Tributária e da Gestão dos Setores Sociais Básicos (Pmat). Segundo o documento, parte dos recursos será usada na criação do Plano Municipal de Dados Abertos e de um novo Portal da Transparência.
A decisão levanta dúvidas sobre as prioridades e a real necessidade de mais endividamento. Manaus enfrenta problemas estruturais graves, como falta de infraestrutura em bairros periféricos, buracos em ruas recém-recapeadas e precariedade nos serviços de saúde e educação. Em meio a isso, a gestão opta por ampliar empréstimos milionários para “modernizar sistemas”, sem apresentar resultados concretos das dívidas anteriores.

Este é apenas o primeiro dos financiamentos autorizados pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) em abril deste ano. Além do BNDES, David Almeida ainda poderá contratar até R$ 2,5 bilhões em novos empréstimos junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal, dentro do chamado Programa de Melhoria da Infraestrutura Urbana e Tecnológica do Município de Manaus (Prominf).
A iniciativa já é alvo de questionamentos. O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) determinou que o município se manifeste sobre possíveis irregularidades na tramitação e aprovação do pedido, após denúncia do vereador Rodrigo Guedes (PP). Segundo o parlamentar, houve falta de transparência e atropelo do processo legislativo.

Enquanto isso, a população manauara vê crescer uma conta bilionária que será paga ao longo de mais de uma década, sem clareza sobre o retorno efetivo desses recursos. A política de endividamento em série da atual gestão deixa uma pergunta inevitável: quem realmente ganha com tantos empréstimos, e o que Manaus está, de fato, recebendo em troca?












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