O curta-documentário estreia em Manaus e propõe um olhar atento para as pessoas que movem a feira central da cidade, mostrando histórias de trabalho, memória e identidade.
A obra acompanha a rotina de três personagens do espaço comercial, revelando como a atividade na feira interfere na vida social e econômica da capital amazonense.
O lançamento está marcado para 11 de fevereiro, às 18h30, no Cine Teatro Guarany, com entrada gratuita, sujeita à lotação, conforme informação divulgada pela produção do curta-documentário.
Do cotidiano à tela
O filme parte da memória afetiva do diretor, que cresceu indo à feira com a família, e inverte o foco habitual da compra, para mostrar quem organiza e sustenta aquele fluxo de mercadorias e pessoas.
Com ambientação na tradicional feira da Manaus Moderna, a narrativa acompanha um vendedor de peixe, uma vendedora de café e os carregadores que atuam no local, resgatando o trabalho diário e as trajetórias pessoais.
Segundo o diretor e produtor, “Todo manauara tem uma história com a Manaus Moderna, seja indo no domingo fazer a feira da semana ou na sexta-feira, quando chegam os produtos. Eu sempre estive nesse lugar de quem vai comprar. A ideia foi inverter o olhar e mostrar quem faz tudo isso acontecer, a luta de quem acorda de madrugada para manter a feira funcionando”, afirma Delbson Barroso.
Processo de filmagem e sensibilidade
Delbson relata que a experiência marcou sua estreia na direção de documentário, por exigir adaptação ao imprevisto e abertura para as falas dos personagens.
Na dimensão estética, a fotografia e o roteiro foram pensados para valorizar o cenário e as pessoas retratadas, com cuidado para respeitar o ritmo e a verdade de cada depoimento.
Como observa o diretor de fotografia e coautor do roteiro, “A Manaus Moderna é o principal porto de abastecimento da cidade, por onde passam frutas, verduras e mercadorias que chegam de toda a região. A gente passa por essas pessoas todos os dias sem imaginar suas histórias. Quando você ouve que alguém construiu a casa ou formou os filhos com o trabalho dali, o olhar muda completamente”, comenta Juan Pablo Brandão.
Ele acrescenta que, durante as gravações, “A gente discutiu planos e enquadramentos, mas, na hora, o personagem também conduz a narrativa. Foi preciso respeitar o ritmo e a verdade de cada história”, completa.
Ficha técnica e sessão de estreia
Com duração de 16 minutos, o documentário busca registrar a feira não apenas como espaço comercial, mas como território de memória, trabalho e identidade cultural.
A produção enfatiza a fotografia como elemento central da abordagem visual, com som direto assinado por Naila Fernandes, e edição e finalização a cargo de Delbson Barroso.
A iniciativa foi viabilizada por meio de edital da lei Paulo Gustavo, executado pelo Conselho Municipal de Cultura, Concultura, e reúne a seguinte equipe principal: direção e produção, Delbson Barroso, direção de fotografia e roteiro, Juan Pablo Brandão, assistente de câmera, João Pantoja, som direto, Naila Fernandes, edição e finalização, Delbson Barroso, making of, Alailson Santos, e designer, Bruna Colares.
Quando e onde assistir
A estreia ocorre no dia 11 de fevereiro, às 18h30, no Cine Teatro Guarany, Villa Ninita, anexo ao Palácio Rio Negro, Avenida Sete de Setembro, 1546, Centro.
A entrada é gratuita, sujeita à lotação, e o público poderá acompanhar uma obra que pretende valorizar os feirantes como agentes essenciais da economia local e da preservação cultural da região.











