Droga avaliada em mais de R$ 7 mil saiu de Santa Catarina e seguia para o estado de Roraima
Policiais do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), em ação conjunta com a Receita Federal, apreenderam na tarde de terça-feira (14) uma remessa de maconha líquida armazenada em cigarros eletrônicos, em Manaus.
De acordo com o diretor do Denarc, delegado Ricardo Cunha, a droga, avaliada em mais de R$ 7 mil, estava distribuída em 12 dispositivos eletrônicos. Cada unidade é comercializada por valores que variam entre R$ 500 e R$ 600 e possui concentração suficiente para aproximadamente 600 tragos por usuário.
Segundo a polícia, o material foi apreendido no interior de um caminhão pertencente a uma transportadora. A carga teve origem no estado de Santa Catarina e tinha como destino final o estado de Roraima.
O delegado explicou que a maconha líquida presente nos cigarros eletrônicos possui cerca de 80% de tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo da maconha. A comercialização do produto é considerada crime, e qualquer pessoa flagrada portando a substância pode ser enquadrada por tráfico de drogas
Ainda conforme o Denarc, ninguém foi preso durante a ação. As investigações seguem em andamento para identificar o remetente da carga, o destinatário final e os responsáveis pela negociação do entorpecente.
As investigações iniciais apontam como principal suspeito o traficante Pablo Roberto da Paes Júnior, de 23 anos, que é procurado pela Polícia Civil por supostamente comandar um grupo criminoso interestadual voltado ao tráfico de drogas, com atuação nos estados do Pará, São Paulo e Espírito Santo.
Segundo a polícia, Pablo teria sido ligado anteriormente à facção criminosa Comando Vermelho (CV), mas rompeu com o grupo e passou a liderar uma organização própria, conhecida como “grupo do Tio Sam”. Há indícios de que a organização estaria em processo de estruturação para se tornar um cartel do tráfico, denominado “Cartel 13”.











