Banda da Bica abre temporada 2026 em Manaus com tema que faz o tambaqui falar mandarim, crítica à China por ultrapassar o Amazonas na produção do tambaqui

Banda da Bica faz estreia de 2026 em Manaus com marchinha que faz o tambaqui falar mandarim, provocação bem-humorada sobre a China ter ultrapassado o Amazonas na produção do tambaqui

A Banda da Bica realiza nesta quinta-feira, 22, a partir das 20h, o primeiro ensaio oficial da temporada 2026 no Bar do Armando, no Centro Histórico de Manaus, com entrada gratuita.

A atração da noite será Rosivaldo e os Metais de Olinda, e a agremiação estreia a marchinha de tema crítico e bem-humorado que destaca a presença chinesa na produção do tambaqui.

O tema deste ano, intitulado A BICA NÃO É CHING LING, MAS O TAMBAQUI AGORA FALA MANDARIM, parte do dado de que a China se tornou a maior produtora mundial do peixe tão ligado à cultura alimentar do Amazonas, conforme informação divulgada pela Banda da Bica.

Detalhes do ensaio e programação

O encontro começa às 20h no Bar do Armando, no Centro Histórico, com entrada gratuita para o público. A Banda da Bica, oficialmente Banda Independente Confraria do Armando, mantém a tradição de realizar ensaios abertos e irreverentes.

A atração musical confirmada é Rosivaldo e os Metais de Olinda, e a noite promete apresentação da marchinha nova, interação com o público e o clima de festa de rua que marca o carnaval manauara.

O tema, a crítica e a fala da presidente

A escolha do tema busca o tom crítico e bem-humorado que caracteriza o bloco, sem focar em um embate político direto. Sobre isso, a presidente da Banda da Bica e proprietária do Bar do Armando, Ana Cláudia Soeiro, afirmou, “A escolha do tema deste ano fugiu um pouco da política direta, mas continua sendo um tema político, Estamos falando do fato de a China ter ultrapassado o Amazonas na produção de tambaqui, um peixe tão nosso, tão ligado à cultura do povo”, explica Ana Cláudia Soeiro, presidente da Banda da Bica.

Os autores da marchinha são Simão Pessoa, Junior Rodrigues e Pedro Donadio, e o título traz a provocação: A BICA NÃO É CHING LING, MAS O TAMBAQUI AGORA FALA MANDARIM. A letra mistura humor, referência à tecnologia e crítica à industrialização da produção de peixe fora da região.

Trecho da marchinha e tom irreverente

A marchinha utiliza imagens humorísticas para comentar o tema, com versos que citam o tambaqui como se tivesse atravessado o oceano e falasse mandarim, e versos que lembram a pesca e os personagens da fauna amazônica de maneira satírica.

O bloco mantém a tradição de marchinhas autorais e da crítica social bem-humorada, atraindo foliões que valorizam a cultura local e a irreverência típica do carnaval de rua de Manaus.

Tradição e lembranças da Banda da Bica

Criada em 1986, a Banda da Bica é uma das manifestações mais tradicionais do carnaval de rua de Manaus, reconhecida pela irreverência e pelas marchinhas que misturam crítica social e diversão.

O primeiro ensaio de 2026 promete reunir moradores e turistas no Centro Histórico, celebrando a música, a sátira e o espírito crítico da Banda da Bica, com entrada gratuita e programação preparada para abrir a temporada.