Vídeo mostra em 24 segundos execução do professor da Ufam Davi Said Aidar, mandante foragida, quatro presos na Operação Universitates em Manaus

Morte do professor da Ufam, vídeo mostra ataque em 24 segundos, mandante foragida e quatro presos na Operação Universitates, polícia investiga motivação e andamento das buscas

Um vídeo de câmera de segurança registrou o momento em que suspeitos atacaram e mataram o professor da Universidade Federal do Amazonas, Davi Said Aidar, dentro do bar que ele mantinha na rodovia AM-010, em Manaus.

As cenas mostram três homens chegando de motocicleta, dois descendo e correndo para o estabelecimento, enquanto o terceiro fica no veículo para garantir a fuga, tudo em cerca de 24 segundos, com tiros e gritos audíveis.

Quatro homens foram presos na Operação Universitates, e a polícia identifica uma vizinha da vítima como mandante, que segue foragida, conforme informações apuradas pela Rede Amazônica.

O vídeo e a dinâmica do ataque

Nas imagens, dois homens encapuzados descem da motocicleta e avançam em direção ao bar, enquanto um terceiro permanece na moto, pronto para a fuga. Desde a chegada dos suspeitos até a partida, a ação dura aproximadamente 24 segundos, e é possível ouvir disparos e gritos, inclusive um pedido de socorro, no meio dos tiros.

O registro reforça a versão de ataque planejado e rápido, com divisão clara de papéis entre executores e piloto de fuga, segundo as apurações policiais relatadas pela imprensa local.

Prisões, responsabilidades e apontamentos da polícia

Na quarta-feira, quatro homens foram presos na Operação Universitates, identificados como Lucas Santos de Freitas, conhecido como “Lucão” ou “Magrão”, apontado como mentor intelectual do crime, Antonio Carlos Pinheiro Meireles, conhecido como “TK”, Emerson Sevalho de Souza, e Rafael Fernando de Paula Bahia.

Segundo investigação citada pela Rede Amazônica, a mandante seria Juliana da Rocha Pacheco, vizinha da vítima, que está foragida. A apuração indica que Lucas organizou o crime após ser contratado por Juliana, recrutou os demais, definiu funções e planejou como o professor seria morto.

Antonio Carlos é apontado como autor dos disparos, e relatos da investigação mencionam que ele teria aceitado cometer o crime após promessa de pagamento feita por Lucas, mas não recebeu o valor combinado. Já o piloto de fuga teria recebido R$ 1 mil de abatimento em uma dívida que tinha com o organizador.

Trajetória acadêmica e legado do professor

Davi Said Aidar, 62 anos, era professor de Ciências Agrárias da Ufam, com formação em Zootecnia pela Fundação Universidade Estadual de Maringá, mestrado em Entomologia pela Universidade Federal de Viçosa, doutorado em Entomologia pela Universidade de São Paulo, e pós-doutorado em Genética Molecular também pela USP.

Por meio de nota, a Ufam manifestou profundo pesar pelo falecimento do professor, citando o impacto de sua atuação acadêmica, “Reconhecido pelas experiências na área de genética de abelhas e com trabalhos nos temas de meliponicultura, apicultura, multiplicação e preservação de abelhas silvestres, o professor tornou-se titular em 2020 e deixa um legado à comunidade universitária. Até o momento, não foram informados os locais do velório”, disse a universidade.

Investigação e próximos passos

A polícia informou que as investigações seguem para localizar a suspeita apontada como mandante, esclarecer a motivação do crime e confirmar o papel de cada preso na execução. As autoridades também trabalham para reunir provas adicionais a partir do vídeo e de depoimentos.

Familiares, colegas e a comunidade universitária acompanham o caso, e a Ufam mantém posicionamento de pesar, enquanto os responsáveis pela apuração buscam concluir as diligências e responsabilizar os envolvidos conforme a lei, conforme informações apuradas pela Rede Amazônica.

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