Cheia dos rios no Amazonas: quatro municípios em emergência e oito em alerta, rios vão subir até junho, Rio Negro marca 24,58 metros

A cheia dos rios deixou quatro municípios do Amazonas em situação de emergência, e outros oito em estado de alerta, segundo dados da Defesa Civil do estado.

A maior parte das cidades em emergência é banhada pelo Rio Juruá, e os técnicos afirmam que os níveis devem continuar subindo ao longo das próximas semanas, até alcançar o pico, previsto para junho.

O levantamento também aponta que 18 municípios seguem em atenção com monitoramento contínuo, e 32 permanecem com situação normal, incluindo Manaus, conforme informação divulgada pelo g1.

Situação por municípios e distribuição das áreas afetadas

De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, entre os quatro municípios em emergência, três são banhados pelo Rio Juruá. Entre os oito municípios em estado de alerta, quatro pertencem à calha do Rio Purus, três à calha do Rio Juruá, e um à calha do Alto Solimões. Não há, até o momento, números oficiais sobre a quantidade de pessoas afetadas pela cheia neste ano.

Além dos municípios em emergência e alerta, outras 18 cidades permanecem em atenção, com equipes técnicas em monitoramento permanente. A capital, Manaus, está na relação das 32 cidades em normalidade, por enquanto.

Níveis dos rios e previsão técnica

O Serviço Geológico do Brasil, SGB, que realiza as medições, registrou em Manaus o Rio Negro em 24,58 metros na quarta-feira, valor que é 30 centímetros maior do que o registrado no mesmo dia do ano passado, quando o rio estava com 24,28 metros. O SGB prevê que o rio continue em processo de cheia até meados de junho.

Em Manacapuru, o SGB mediu o Baixo Rio Solimões em 15,76 metros, nível considerado dentro da normalidade para o período. Apesar disso, produtores rurais da várzea relatam que o volume atual das águas tem acelerado a colheita e traz desafios para o escoamento da produção.

Impactos locais e medidas de resposta

Produtores rurais afirmam que a cheia antecipou a colheita em áreas de várzea, e que o principal desafio agora é garantir o escoamento da produção, com estradas e ramais podendo ficar alagados, e maior demanda por logística fluvial.

Para apoiar municípios e famílias durante o período de cheia, o governador Wilson Lima instaurou em fevereiro o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, com o objetivo de definir medidas de prevenção e antecipar ações de apoio humanitário, conforme explicou o governador sobre a priorização da resposta antes do pico da enchente, para reduzir impactos sociais, econômicos e de saúde.

O que esperar nas próximas semanas

Os rios do Amazonas iniciam o processo de cheia entre outubro e novembro, após o fim da seca, e os níveis costumam subir gradativamente até junho, quando atingem seus ápices. Especialistas e autoridades mantêm o monitoramento constante, e alertam para a necessidade de planejamento local, apoio humanitário e logística para evitar maiores danos.

As autoridades seguem atualizando os relatórios de medição e a situação dos municípios, e pedem que a população fique atenta às orientações oficiais das defesas civis municipais e estadual.

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