Uma adolescente foi atingida por ovos e tinta por colegas na última sexta-feira, após uma comemoração de aniversário na saída de uma escola da rede estadual em Manaus.
O registro do episódio circulou em redes sociais e gerou reação imediata da família e da unidade escolar.
O caso passou a ser acompanhado pela escola e por órgãos internos da rede, conforme informação divulgada pelo g1.
O que mostram os vídeos
“O vídeo mostra a jovem com os braços sujos de tinta, tentando limpar o cabelo e retirar um galho dos ombros. Em seguida, colegas se aproximam para ajudá-la e sugerem que chamem o pai da jovem, enquanto ela se afasta do grupo.”
Segundo a secretaria de educação, “a aluna cantava parabéns com amigos na saída da escola quando eles jogaram ovos nela.” A gravação mostra a estudante visivelmente constrangida e com material no corpo e nas roupas.
A pasta também registrou que “a estudante teria concordado com a “brincadeira” naquele momento.” No entanto, depois, no caminho para casa, colegas teriam usado tinta, e a jovem ficou abalada e chorou.
Como a escola agiu
Ao tomar conhecimento do vídeo, o pai da estudante foi até a escola para identificar os responsáveis, e “ele foi recebido pela gestora da unidade, que acionou o Núcleo de Inteligência e Segurança Escolar (Nise), conforme o Procedimento Operacional Padrão (POP).”
Na segunda-feira (2), “os alunos envolvidos foram identificados e os responsáveis chamados à escola.” No dia seguinte, “uma equipe do Nise esteve na unidade para ouvir os estudantes e a adolescente, além de realizar uma ação de conscientização sobre os riscos desse tipo de comportamento.”
Conforme as informações oficiais, “o caso segue acompanhado pela escola, pela Coordenadoria Distrital de Educação 7 (CDE 7) e pelo Nise. Os alunos envolvidos receberão acompanhamento psicossocial.” A medida visa dar suporte às famílias e trabalhar prevenção dentro da comunidade escolar.
Polícia Civil e desdobramentos
Sobre registro formal, “Ao g1, a Polícia Civil informou que não há registro de Boletim de Ocorrência sobre o caso, após consulta no sistema eletrônico e na delegacia da área.”
Enquanto isso, a unidade e as coordenadorias locais mantêm as ações de apuração e orientação. Famílias e educadores acompanham o desfecho, e a divulgação do vídeo ampliou o debate sobre limites entre brincadeira e constrangimento, e sobre a necessidade de medidas educativas e de proteção no ambiente escolar.












Leave a Reply