Embargo imediato sobre desmatamento em Apuí, 48,81 hectares, área equivalente a 49 campos de futebol, proíbe qualquer atividade agropecuária até regularização ambiental pela Operação Tamoiotatá
A fiscalização ambiental encontrou uma área desmatada no ramal do Coruja, em Apuí, no sul do Amazonas, e determinou o embargo das atividades no local. A ação integrou uma operação conjunta de órgãos estaduais e federais voltada ao combate ao desmatamento em Apuí.
Os agentes percorreram cerca de 45 quilômetros na região para confirmar o desmatamento e a persistência de criação de gado em área já embargada anteriormente. Não houve prisões durante a ação.
Ao final da verificação ficou registrado o desmatamento de 48,81 hectares e o prosseguimento de atividades agropecuárias, o que motivou medidas administrativas e a aplicação de multas, conforme informação divulgada pela Operação Tamoiotatá.
O que foi encontrado pela fiscalização
Durante a inspeção no ramal do Coruja, foi constatado o descumprimento de embargo prévio, com continuidade da criação de gado na área. A perícia administrativa registrou que a área embargada equivale a 49 campos de futebol, e o responsável não teve a identidade divulgada no relatório.
Foram lavrados dois autos de infração e um termo de embargo, e ficou proibida qualquer atividade no local até que haja regularização ambiental, de acordo com a legislação federal.
Multas e prazos estabelecidos
A fiscalização aplicou um total de R$ 465 mil em multas contra o autuado, que tem o prazo de 20 dias para apresentar defesa ou efetuar o pagamento. As penalidades administrativas visam assegurar a recuperação e a proteção da floresta nativa afetada pelo desmatamento em Apuí.
Além das sanções financeiras, o embargo impede a continuidade de atividades agropecuárias na área, até que procedimentos de regularização e compensação ambiental sejam apresentados e aprovados pelos órgãos competentes.
Operação Tamoiotatá e a atuação integrada
A Operação Tamoiotatá 6 reúne órgãos como o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, a Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, Censipam.
As ações incluem fiscalização terrestre em áreas com alertas de desmatamento, aplicação de autos de infração e embargos, e o encaminhamento de casos para investigação criminal quando necessário. A operação mantém bases em Humaitá, Apuí e Boca do Acre.
Próximos passos e duração da operação
A Operação Tamoiotatá deve se estender até dezembro de 2026, cobrindo o período mais crítico da estiagem e buscando intensificar o combate ao desmatamento em Apuí e às queimadas no estado do Amazonas. Casos como o embargo de 48,81 hectares seguem sob acompanhamento para garantir a recuperação ambiental e o cumprimento da lei.












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