Merenda escolar em Manaus teve insumos entregues tardiamente, com estoque abaixo do necessário, e fiscalização do TCE-AM encontrou risco de esgotamento em menos de dez dias
O início do ano letivo na rede pública do Amazonas começou no dia 5 de fevereiro, mas a distribuição da merenda escolar não acompanhou o calendário das aulas.
Em uma ação de fiscalização realizada nesta segunda-feira, técnicos do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas vistoriaram unidades para checar o fornecimento, a qualidade e a quantidade dos alimentos.
Os achados preliminares apontam falhas que podem afetar a rotina dos alunos e comprometer a oferta de refeições nas escolas, conforme informação divulgada pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).
O que a fiscalização constatou
O ano letivo para a rede pública de ensino no Amazonas, este ano, teve início no dia 5 de fevereiro, mas em dez escolas, os insumos para preparo das refeições só chegaram nesta segunda-feira (2).
Além do atraso, as autoridades também identificaram que o estoque de alimentos entregue às escolas deveria durar cerca de 20 dias, mas pode se esgotar em menos de dez, considerando o número de estudantes atendidos.
Os auditores também identificaram cardápio restrito, o que compromete a qualidade da alimentação oferecida.
Como foi a verificação
Durante a blitz, técnicos vistoriaram cozinhas, refeitórios e depósitos, verificando tanto a rotina de preparo quanto a distribuição dos alimentos.
A inspeção buscou avaliar se o fornecimento atende às necessidades básicas dos alunos e se os contratos em execução garantem entrega e variedade suficientes para o atendimento escolar.
Unidades fiscalizadas
Entre as unidades fiscalizadas estão: Rosina Ferreira da Silva (Alvorada) Inspetora Dulcineia Varela MouraVasco VasquesCecília Ferreira da SilvaLiberalina WeillAntonio da Encarnacao Dr. José Milton BandeiraDom João de Souza LimaAntônio Bittencourt
Próximos passos e impacto
A conselheira-presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins, destacou que a fiscalização integra o acompanhamento contínuo do Tribunal sobre contratos de áreas essenciais.
Segundo o órgão, após as vistorias dados devem ser consolidados em um relatório técnico, que será encaminhado ao Tribunal Pleno, e o documento poderá resultar em recomendações e medidas para corrigir falhas na execução dos contratos da merenda escolar.
Enquanto as providências não são detalhadas, a combinação de atraso na entrega, estoque insuficiente e cardápio restrito indica risco real de descontinuidade do serviço, com impacto direto na rotina de alimentação dos alunos das escolas estaduais de Manaus.












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