Petróleo em alta e bolsas em queda após ataque ao Irã, Brent sobe quase 14% e risco no Estreito de Ormuz pode pressionar preços e inflação global

Petróleo em alta e tensão nos mercados globais, com Brent e WTI em forte alta, gás natural disparando, bolsas recuando e risco ao tráfego no Estreito de Ormuz

Os mercados abriram sob forte tensão nesta segunda-feira, após a escalada do conflito no Oriente Médio.

A alta do petróleo e do gás, e a queda generalizada das Bolsas, refletem temor sobre a oferta de energia e aumento dos custos de seguro e frete.

Conforme informação divulgada pelo Brasil, os primeiros dados mostram impacto imediato nos preços e nas cotações, e a incerteza já pressiona expectativas de inflação e crescimento.

Impacto imediato nos preços de petróleo e gás

O barril do Brent, referência internacional, chegou a subir quase 14% nas primeiras negociações, e, às 8h15 GMT, era negociado a 79,95 dólares, alta de 9,7%, conforme os dados divulgados pela fonte.

O West Texas Intermediate, WTI, avançava 9%, cotado a 73,04 dólares, após o ataque que matou o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e outros dirigentes do país.

O mercado de gás também reagiu com força, o contrato futuro do TTF holandês, referência na Europa, subiu mais de 20%, refletindo o receio de interrupção nas exportações de gás natural liquefeito do Golfo.

Reação das Bolsas e setores mais afetados

As principais bolsas do mundo operaram em queda, com impacto mais forte em setores ligados a viagens e transporte, devido ao aumento do combustível e ao risco geopolítico.

Na Ásia, Tóquio fechou em queda de 1,4% e Hong Kong recuou 2,1%, enquanto Xangai teve leve alta de 0,5%.

Na Europa, por volta das 8h05 GMT, Paris caía 1,96%, Frankfurt 1,99%, Milão 2,13%, Londres 0,55% e Madri 2,58%, segundo os registros consultados.

O setor aéreo e de turismo liderou as perdas, com as ações da Air France-KLM recuando 7,24% e da Lufthansa caindo 5,77%, no Japão ANA e JAL perderam mais de 5%.

Em contrapartida, empresas de energia avançaram com a valorização do petróleo, com papéis da Shell subindo 5,32%, da BP 4,70% e da TotalEnergies 3,97%.

Risco no transporte marítimo e medidas do mercado

O conflito pressiona o transporte no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa quase 20% do petróleo mundial, elevando o risco de interrupções logísticas e aumento de custos.

Após ataques a navios no Golfo, a Organização Marítima Internacional recomendou que empresas evitem a região, seguradoras aumentaram prêmios e grandes companhias suspenderam travessias pelo estreito.

Para tentar conter a escalada dos preços, países da Opep+, como Arábia Saudita e Rússia, anunciaram aumento da produção em 206 mil barris por dia a partir de abril.

Consequências para inflação e investidores

Investidores buscaram proteção no ouro e no dólar, com o ouro subindo 2% e o dólar se valorizando, movimento que reforça o clima de cautela nos mercados.

Analistas alertam que o barril pode ultrapassar novamente a marca de 100 dólares, caso haja interrupção prolongada no fornecimento pelo Estreito de Ormuz ou ataques a instalações petrolíferas.

A combinação de petróleo em alta, alta do gás e queda das bolsas deve influenciar expectativas de inflação e o crescimento econômico global, e autoridades e empresas monitoram desdobramentos para calibrar respostas.

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