Um policial militar aposentado foi surpreendido por homens encapuzados e executado a tiros dentro de um sítio no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.
Além dele, outro homem que estava no local também foi morto, e o corpo foi encontrado dentro de um carro no imóvel.
As informações falam sobre a condenação anterior e as linhas de investigação que a polícia segue, conforme informação divulgada pela Rede Amazônica e pelo Tribunal de Justiça do Amazonas.
Condenação e antecedentes judiciais
Segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas, o ex-policial foi condenado a 64 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, pela participação em uma chacina ocorrida em 2015, no bairro Santa Etelvina.
Inicialmente ele havia sido absolvido em 2018, mas o Ministério Público recorreu, e o tribunal anulou a absolvição, determinando novo júri.
No novo julgamento, os jurados o condenaram pelo homicídio qualificado das quatro vítimas, e a sentença determinou o cumprimento imediato da pena, ainda cabia recurso da decisão.
Detalhes do ataque e imagens
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ele é surpreendido por quatro homens armados, agredido e levado para outro cômodo, onde foi executado a tiros.
De acordo com a polícia, os executores estavam encapuzados e armados com fuzis, e outra vítima encontrada morta estava dentro de um carro estacionado no sítio.
O ex-policial era conhecido como Max, e as imagens reforçam a hipótese de execução planejada pelos criminosos.
Motivações e linhas de investigação
De acordo com informações obtidas pela Rede Amazônica, a polícia trabalha com duas hipóteses para a motivação da morte, uma delas apura se o crime foi cometido por outros policiais militares em um provável acerto de contas.
A outra linha investiga se familiares de Max estariam envolvidos no crime, e as apurações estão sob responsabilidade da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, DEHS.
Nos autos da chacina de 2015, a denúncia indica que Francisco foi contratado para matar uma das vítimas e teria recebido R$ 10 mil pelo crime, e as demais mortes ocorreram porque as pessoas presentes manuseavam armas, conforme o processo.
Próximos passos da investigação
A polícia segue colhendo depoimentos e analisando as imagens das câmeras para identificar os executores e esclarecer se houve participação de agentes públicos ou conflito familiar.
O caso segue em investigação pela DEHS, e as autoridades ainda não divulgaram prisões ou identificação oficial dos suspeitos envolvidos na ação.












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