PM prende e afasta responsáveis pela guarda após 23 policiais presos não serem encontrados em vistoria de rotina no Núcleo Prisional de Manaus, Zona Norte

Uma vistoria de rotina no Núcleo Prisional, no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus, revelou que parte dos custodiados não foi localizada durante a inspeção realizada na sexta-feira, 27.

Ao constatar a ausência de internos, a corporação determinou medidas imediatas contra a equipe responsável pela guarda, com prisões e afastamentos para apuração administrativa e disciplinar.

Segundo a apuração, foram identificados 23 policiais militares que não foram encontrados no momento da inspeção, e a ocorrência segue sob investigação da Diretoria de Justiça e Disciplina, conforme apuração da Rede Amazônica.

O que foi encontrado e as medidas iniciais

Durante a vistoria, os responsáveis pela unidade verificaram a falta de vários custodiados, entre eles os 23 policiais militares apontados pela apuração. Em seguida, o Comando da PM determinou a prisão em flagrante e o afastamento dos responsáveis pela guarda, para que sejam adotadas as providências cabíveis.

A corporação, em nota atualizada no sábado, informou que não há policiais presos na condição de foragidos, e que a situação foi regularizada ainda na noite de sexta-feira, com todos os custodiados recolhidos ao estabelecimento prisional.

Investigação e papel da Diretoria de Justiça e Disciplina

A Diretoria de Justiça e Disciplina, a DJD, foi acionada para apurar as circunstâncias da ausência dos custodiados e avaliar eventuais falhas administrativas e disciplinares. A investigação deve apurar responsabilidades internas e a sequência de eventos durante a ronda e a guarda.

Ainda não foram divulgadas pela corporação informações detalhadas sobre quantos policiais deveriam estar oficialmente presos na unidade no momento da vistoria, nem sobre as circunstâncias que explicariam a ausência dos custodiados.

Assistência jurídica e repercussões

A Associação das Praças da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas, APPBMAM, informou que enviou três advogados ao local, para prestar assessoria jurídica aos policiais associados, conforme comunicado da entidade.

O caso ganhou atenção interna, e a PM afirmou que adotará todas as medidas necessárias para esclarecer o ocorrido e responsabilizar os envolvidos, enquanto a DJD conduz as apurações e eventuais processos disciplinares.

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