Mais de 20 policiais militares presos no Núcleo Prisional de Manaus deixam unidade sem autorização, 23 são apontados como ausentes

Durante revista de rotina no Núcleo Prisional da Polícia Militar em Manaus, foi constatada a falta de 23 policiais militares, 18 retornaram espontaneamente, comando ordenou prisão e apuração

Mais de 20 policiais que deveriam estar custodiados no Núcleo Prisional da corporação saíram da unidade sem autorização legal, segundo a Polícia Militar do Amazonas. A revista de rotina ocorreu nesta sexta-feira, no prédio do bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus.

Ao verificar a lista de presença, a fiscalização identificou divergência entre os custodiados e os efetivamente no local. Conforme apurado, foi constatada a falta de 23 policiais militares.

Até o momento da checagem da reportagem, 18 já retornaram ao núcleo prisional espontaneamente, e a corporação abriu procedimentos administrativos e disciplinares para apurar o episódio, conforme informação divulgada pela Rede Amazônica e pela Polícia Militar do Amazonas.

O que foi identificado na revista

Durante a verificação, a PM detectou ausência de vários custodiados e confirmou que mais de 20 policiais deixaram a unidade sem autorização. Foi constatada a falta de 23 policiais militares, segundo relatos oficiais da ação de fiscalização e da apuração feita pela imprensa local.

Medidas tomadas pela corporação

Após a constatação da ausência, o Comando da PM determinou a prisão em flagrante e o afastamento imediato dos policiais responsáveis pela guarda do Núcleo Prisional, conforme comunicado interno divulgado pela corporação.

A Diretoria de Justiça e Disciplina, DJD, foi acionada e deve abrir procedimento para apurar o ocorrido e responsabilizar os envolvidos, incluindo possíveis falhas na guarda e na fiscalização da unidade prisional.

Nota oficial e investigação disciplinar

Em nota, a Polícia Militar afirmou que todas as situações que envolvam possíveis irregularidades praticadas por agentes da corporação são tratadas com rigor e transparência, com base nos princípios da legalidade, disciplina e hierarquia, e que eventuais condutas irregulares não representam os valores da corporação.

A corporação não informou quantos policiais, ao todo, deveriam estar presos na unidade, nem detalhou as circunstâncias da saída do grupo. As investigações internas buscam esclarecer se houve falha de procedimento, conivência ou outro tipo de irregularidade.

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