Moradores incendeiam trecho da Avenida Brasil em Manaus, cobram investigação pela morte de Bruno Girão, 22, e acusam a Guarda Municipal de disparos

Protesto na Compensa fecha Avenida Brasil à noite, queima pneus e colchões, moradores exigem justiça pela morte de Bruno Girão e acusam a Guarda Municipal

Na noite desta quinta-feira, moradores do bairro Compensa, na Zona Oeste de Manaus, fizeram uma manifestação na Avenida Brasil para cobrar respostas sobre a morte de um jovem de 22 anos.

O grupo bloqueou a via, ateou fogo em pneus e colchões e ergueu cartazes pedindo justiça e mais segurança para a região, enquanto equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros acompanharam a ação.

A família e vizinhos acusam agentes da Guarda Municipal de Manaus de terem efetuado os disparos que mataram o jovem, identificado como Bruno Girão Santos, e também reclamam da demora na liberação do corpo no IML.

conforme informação divulgada pelo g1.

O que aconteceu antes do protesto

Segundo relatos da família, a vítima, Bruno Girão Santos, de 22 anos, estava voltando do trabalho quando entrou no beco União para encontrar um amigo e foi atingida por disparos na madrugada desta quinta-feira.

A tia da vítima, Jaqueline Girão, afirmou que Bruno foi baleado ao entrar no beco, e a família reclama da demora para a liberação do corpo, que ainda permanecia no Instituto Médico Legal no dia do protesto.

Moradores afirmaram que essa não seria a primeira ocorrência grave na região e cobraram providências das autoridades locais, pedindo mais patrulhamento e segurança no bairro.

Posição da Guarda Municipal e atendimento

Em nota, a Guarda Municipal informou que, durante averiguação de uma denúncia, a equipe ouviu disparo de arma de fogo e, ao chegarem no local, Bruno teria sido encontrado já caído no chão.

A nota acrescenta que os agentes prestaram os primeiros socorros e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, e que a vítima foi encaminhada ao hospital, onde o óbito foi posteriormente confirmado.

A instituição declarou, textualmente, “A Guarda Municipal esclarece que não houve disparo por parte dos agentes na ocorrência. Os armamentos da equipe já foram colocados à disposição para exame balístico, reforçando a transparência da atuação. A instituição permanece à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos”, conclui a nota.

Investigações e próximos passos

A Polícia Civil deve conduzir a investigação para apurar a autoria e a dinâmica dos disparos que resultaram na morte de Bruno Girão, e o exame balístico nos armamentos citados pela Guarda Municipal pode integrar as diligências.

Enquanto isso, a presença da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros no local teve como objetivo garantir a segurança durante o protesto, e moradores seguem cobrando respostas e mais ações de proteção na Compensa.

Reação da comunidade

O protesto reflete a tensão entre moradores e órgãos de segurança, com pedidos por justiça e mudanças na segurança pública local. A comunidade espera que as investigações tragam esclarecimentos rápidos sobre a morte de Bruno Girão e medidas que evitem novos episódios de violência.

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