Músico e religioso Fernando Grandêz, de 39 anos, foi localizado no Rio Amazonas durante as buscas, operação enfrenta fortes correntes e mudanças na direção do encontro entre os rios Negro e Solimões
O corpo de Fernando Grandêz, 39 anos, foi localizado na manhã desta segunda-feira, durante o quarto dia de buscas pela embarcação que naufragou na região do Encontro das Águas, em Manaus.
Fernando atuava como cantor e participava de eventos religiosos na capital amazonense, frequentemente compartilhando apresentações e mensagens de fé nas redes sociais.
As equipes de resgate continuam trabalhando diante de correntezas fortes e variações de direção, dificultando a operação, conforme informação divulgada pelo g1.
O acidente e as buscas
O naufrágio aconteceu por volta das 12h30 de sexta-feira (13), quando a lancha de passageiros Lima de Abreu XV afundou após sair de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte.
Segundo os bombeiros, 80 pessoas estavam na embarcação e 71 foram resgatadas sem ferimentos graves. Após a localização do corpo de Fernando, subiu para três o número de mortos, e seis pessoas seguem desaparecidas, de acordo com as autoridades.
VÍdeos obtidos pela Rede Amazônica mostram passageiros, inclusive crianças, na água e em botes salva-vidas enquanto aguardavam socorro, e outras embarcações próximas auxiliando no resgate.
Quem era Fernando Grandêz
Fernando era ligado à música gospel e integrante de uma igreja evangélica em Manaus, onde costumava se apresentar em cultos e eventos religiosos.
Nas redes sociais, ele compartilhava viagens e reflexões pessoais, em uma das publicações dizendo, “Por isso que eu sempre digo: aproveita a vida. Quer viajar? viaja. Quer dizer um “eu te amo”? Diz. Não deixa pra depois. (…) Então, quanto dá tempo, vamos viver”.
O reconhecimento do corpo foi confirmado pelo Instituto Médico Legal, após uma familiar identificar a vítima, e a informação sobre a localização foi divulgada pelo vice-prefeito de Nova Olinda do Norte, Cristian Martins, em redes sociais.
Investigação e medidas judiciais
O comandante da lancha foi identificado como José Pedro da Silva Gama, 42 anos, e foi preso em flagrante no porto da capital, onde estava com sobreviventes. Após pagamento de fiança, ele foi colocado em liberdade e responderá por homicídio culposo.
A Justiça solicitou prisão preventiva do piloto ainda no sábado (14), enquanto as autoridades seguem apurando as circunstâncias que levaram ao acidente.
Uma passageira, em vídeo gravado enquanto estava à deriva, afirmou que havia alertado o condutor para reduzir a velocidade devido ao banzeiro, dizendo, “falei para ir devagar”.
Reforço nas operações e próximos passos
Equipes de diferentes corporações foram mobilizadas para as buscas. O Grupamento de Bombeiros Marítimo do Estado de São Paulo enviou reforço composto por seis bombeiros militares, incluindo um capitão.
A Marinha do Brasil informou que mantém equipes empregando uma aeronave do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste, uma embarcação do 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas e duas lanchas da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, além de mergulhadores e apoio de embarcações nas margens dos rios.
As buscas, com coleta de depoimentos e dados dos sobreviventes, continuam tanto na área do acidente quanto nas margens dos rios, com o objetivo de localizar os desaparecidos e esclarecer o que causou o naufrágio.












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