Equipes de busca encontraram o corpo de uma pessoa nesta segunda-feira, durante as operações após o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, no Encontro das Águas, em Manaus.
A embarcação havia partido de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte, e no acidente duas pessoas morreram, sendo uma criança e uma jovem de 22 anos, enquanto sete seguem desaparecidas.
O corpo localizado será levado para a base fluvial do Corpo de Bombeiros e depois encaminhado ao Instituto Médico Legal, conforme informação divulgada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e pela Marinha do Brasil.
Localização do corpo e procedimentos
De acordo com os bombeiros, o corpo foi encontrado no Rio Amazonas e está sendo levado para a base fluvial da corporação, no Porto de Manaus.
Em seguida, a vítima será encaminhada ao Instituto Médico Legal, para identificação e exames, segundo a corporação.
Não há confirmação de que o corpo encontrado seja de um dos sete passageiros desaparecidos, informação destacada pelas equipes que atuam na área.
Como são feitas as buscas e os desafios da região
A embarcação naufragada foi localizada a cerca de 50 metros de profundidade, e as buscas envolvem mergulhadores, embarcações, drones e voos aéreos.
Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, coronel Muniz, “Fatores hidrodinâmicos do Encontro das Águas interferem muito nas operações de busca. Nós temos mudanças de direcionamento das correntes de arrasto, principalmente do Rio Solimões, que tem uma correnteza mais forte. Nós temos diferença de densidade de temperatura no Encontro das Águas. A profundidade é muito grande também. Isso é um complicador para as operações”.
As fortes correntes e as mudanças de direção entre os rios Negro e Solimões tornam a varredura e a localização de vítimas mais difíceis, e a profundidade aumenta a complexidade do trabalho.
Recursos mobilizados e apoio de outras unidades
O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) do Estado de São Paulo enviou reforço para apoiar nas buscas, com seis bombeiros militares, incluindo um capitão, conforme informado pelos bombeiros.
A Marinha do Brasil também mantém equipes no local, com apoio de aeronave do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste, embarcação do 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas e lanchas da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental.
As buscas continuam tanto na área do acidente quanto nas margens dos rios, com apoio de embarcações e mergulhadores, e com coleta de dados entre os sobreviventes para orientar as operações.
Sobreviventes, vítimas e investigação
No total, 71 pessoas foram resgatadas com vida, segundo informações dos Bombeiros.
Duas pessoas morreram no naufrágio, sendo uma criança e uma jovem de 22 anos, e sete seguem desaparecidas, números confirmados pelas equipes de resgate.
Vários sobreviventes registraram imagens do momento do acidente, com pessoas à deriva e crianças sobre botes salva-vidas, enquanto embarcações próximas tentavam ajudar no resgate.
Uma passageira que ficou à deriva relatou em vídeo que havia alertado o condutor da lancha para diminuir a velocidade por causa do banzeiro, e, no registro, afirmou “falei para ir devagar”.
O comandante da lancha, identificado como José Pedro da Silva Gama, de 42 anos, foi preso em flagrante no porto da capital, onde se encontrava com outros sobreviventes.
Após o pagamento de fiança, ele foi colocado em liberdade e responderá por homicídio culposo. A Justiça solicitou prisão preventiva do piloto ainda no sábado (14), conforme as autoridades.
As buscas prosseguem em esforço conjunto entre Corpo de Bombeiros e Marinha, com o objetivo de localizar os desaparecidos e esclarecer as circunstâncias do naufrágio.












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