A primeira noite do Grupo de Acesso A do Carnaval na Floresta 2026 abriu o Sambódromo de Manaus com emoção e narrativas de superação.
A escola Leões do Barão Açu levou às arquibancadas um enredo que transformou a vida de um homenageado em espetáculo visual e afetivo.
O desfile contou histórias de infância, trabalho e reinvenção, mostrando como o sonho pode virar resistência na avenida, conforme informação divulgada pela organização do Carnaval na Floresta.
Homenagem a Jonatas Sales na avenida
A escola abriu a noite com o enredo O Mundo Mágico dos Sonhos por Jonatas Sales, e fez da trajetória do homenageado a espinha dorsal do espetáculo.
Natural de Carutapera, no Maranhão, Jonatas enfrentou desafios ao chegar a Manaus, trabalhou como cozinheiro, vendeu pescados e atuou como fotógrafo lambe-lambe no Largo São Sebastião, e anos depois, após 15 anos dedicados ao teatro, fundou sua própria empresa de personagens vivos.
Na avenida, a Leões do Barão Açu transformou o Sambódromo em uma verdadeira fábrica de sonhos, misturando fantasia, superação e memória, e emocionou o homenageado que afirmou que ver sua história contada no Carnaval é a prova de que todo esforço valeu a pena, e de que o menino que sonhava segue vivo.
A noite do Grupo de Acesso A e os desfiles
Nove escolas cruzaram a avenida na sexta-feira (13), abrindo oficialmente a disputa rumo ao Grupo Especial, em um desfile que valorizou identidade regional e memória cultural.
Além da Leões do Barão Açu, desfilou a Dragões do Império, que destacou o boi-bumbá como patrimônio cultural, a Beija-Flor do Norte, celebrando uma década de história, e a Acadêmicos da Cidade Alta, que relembrou transformações sociais no Educandos.
A Mocidade Independente do Coroado exaltou a força da mulher do interior do Amazonas, a Tradição Leste apresentou uma narrativa de superação por meio da educação, o Império do Havaí celebrou o calendário brasileiro, a Meninos Levados mergulhou na ancestralidade, e a Sem Compromisso homenageou o naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira em uma viagem simbólica pelo Rio Negro.
Identidade, memória e a volta da Leões do Barão Açu
Fundada em 11 de janeiro de 2002, a Leões do Barão Açu voltou ao Grupo de Acesso A após conquistar o título do Acesso B em 2025, e entrou na avenida embalada pela voz de Davi Assayag.
O desfile deixou claro que o Carnaval também é memória, identidade e reconhecimento, e que na avenida até trajetórias improváveis podem ganhar forma em carros alegóricos, figurinos e coreografias.
Ao transformar a vida de Jonatas Sales em enredo, a escola colocou em evidência a ideia de que sonhar é também um ato de resistência cultural, e reafirmou o papel do Carnaval como palco de histórias coletivas e pessoais.
Reflexo cultural e encerramento
O primeiro dia do Acesso A mostrou diversidade temática e compromisso com a cultura regional, e reforçou que o desfile é espaço de afirmação e homenagem.
Entre fantasia e referências locais, a noite em Manaus lembrou que o samba pode contar vidas, preservar memórias e transformar superação em celebração popular.












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