Piloto liberado após pagamento de fiança seguirá investigado pela DEHS, Marinha investiga se embarcação respeitava capacidade e buscas por desaparecidos continuam
O comandante da lancha Lima de Abreu XV foi liberado após pagar fiança e deve responder em liberdade pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
O acidente ocorreu no Encontro das Águas, durante viagem que saiu de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte, e provocou pânico entre passageiros que ficaram na água esperando socorro.
Equipes de resgate conseguiriam salvar dezenas de pessoas, enquanto as autoridades seguem com investigações sobre causas e responsabilidades.
conforme informações repassadas pela Polícia Civil do Amazonas e pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas.
O que aconteceu no Encontro das Águas
A lancha, dedicada ao transporte de passageiros, apresentou instabilidade e acabou afundando na tarde de sexta-feira, 13. Imagens feitas por testemunhas mostram homens, mulheres e crianças na água tentando se manter à tona enquanto outras embarcações se aproximavam para ajudar.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, 71 pessoas foram resgatadas com vida e levadas para atendimento na região do Porto da Ceasa, muitas em estado de choque.
As autoridades confirmaram a morte de uma criança e de uma jovem de 22 anos. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal, e as buscas pelos desaparecidos continuam.
Prisão, fiança e investigação em curso
O comandante, identificado como Pedro José da Silva Gomes, de 42 anos, foi detido no início da noite, logo após o resgate dos passageiros, no Porto da capital, conforme registro das equipes que participaram da ação.
Inicialmente encaminhado ao 1º Distrito Integrado de Polícia, Pedro José foi transferido para a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, a DEHS, que passou a conduzir os procedimentos relacionados ao caso.
Neste sábado, a Polícia Civil do Amazonas informou que, após pagamento de fiança, o piloto deverá responder em liberdade, ele responderá pelo crime de homicídio culposo, e a investigação continuará com a DEHS.
Apuração pela Marinha e hipóteses sobre o naufrágio
A Marinha do Brasil também instaurou procedimento administrativo para investigar as circunstâncias do naufrágio. O objetivo é identificar se a embarcação respeitava a capacidade permitida, se havia equipamentos de segurança suficientes e de que forma as condições do rio podem ter contribuído para o acidente.
Relatos de sobreviventes apontam que a lancha teria sido atingida por fortes banzeiros e que a água entrou rapidamente, deixando pouco tempo para reação.
Impacto sobre familiares e próximos passos
Familiares das vítimas acompanham com apreensão o trabalho das equipes de busca, na expectativa por respostas sobre os desaparecidos e sobre o que levou ao naufrágio.
A liberação do comandante mediante fiança não encerra o caso, ele continuará sendo investigado e poderá ser indiciado conforme o avanço das diligências, enquanto as autoridades mantêm as buscas e as apurações técnicas sobre o ocorrido.












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