Pesquisa nacional sobre turismo para neurodivergentes, UEA e Ministério do Turismo lançam levantamento online até 28 de fevereiro para criar Guia de Boas Práticas

Uma pesquisa inédita sobre turismo para neurodivergentes foi lançada com o objetivo de dar mais visibilidade ao tema e subsidiar um Guia de Boas Práticas para o setor turístico.

O levantamento é online, permite participação de pessoas neurodivergentes, familiares, profissionais do turismo e gestores, e ficará aberto até o dia 28 de fevereiro.

As respostas vão orientar ações para qualificar serviços como hotéis, pousadas e restaurantes, e também fortalecer a acessibilidade no turismo em todo o país, conforme informação divulgada pelo Ministério do Turismo e pelo projeto Mais Acesso da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Como participar da pesquisa e quem pode responder

A participação é feita pela internet, e o público-alvo inclui pessoas neurodivergentes, familiares, profissionais do turismo, gestores públicos, empreendedores, pesquisadores e estudantes da área.

Enquanto a pesquisa estiver aberta, o projeto Mais Acesso divulgará conteúdos educativos sobre turismo e neurodivergência no Instagram, no perfil @mais_acesso, para ampliar a conscientização sobre acessibilidade e inclusão no setor.

O que o levantamento vai mapear e o que será produzido

O questionário considera etapas da viagem, como transporte, hospedagem, alimentação, lazer, eventos e visitas a atrativos naturais e culturais, com foco em experiências de pessoas neurodivergentes e seus familiares.

Também serão identificadas demandas sensoriais, comunicacionais e comportamentais, além de mapear boas práticas já adotadas no setor, como capacitação de equipes, criação de espaços tranquilos, sinalização acessível e adaptação de atividades às necessidades dos visitantes.

Impacto esperado e ações em curso

As informações coletadas vão servir de base para um Guia de Boas Práticas, com orientações voltadas ao atendimento inclusivo no setor turístico, e vão ajudar a melhorar políticas públicas e qualificar serviços.

Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, “democratizar o turismo significa garantir que todos possam viajar com dignidade, autonomia e segurança”, frase que reforça a meta da iniciativa de ampliar o acesso e a qualidade do turismo para pessoas neurodivergentes.

O Ministério do Turismo já desenvolve outras ações voltadas à acessibilidade, entre elas o livro “Turismo com Acessibilidade: perfil do turista com deficiência e diretrizes para promoção da acessibilidade”, produzido em parceria com a UEA, que reúne dados sobre o perfil do turista com deficiência e apresenta diretrizes para prestadores de serviços.

Com a pesquisa, espera-se qualificar o atendimento no setor e consolidar práticas que tornem o turismo mais inclusivo para pessoas neurodivergentes em todo o Brasil.

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