O Amazonas voltou a registrar números baixos de focos de calor no início de 2026, mantendo a tendência de queda observada ao longo de 2025.
O resultado reforça o avanço de ações de prevenção e monitoramento no estado, e levanta expectativas sobre a temporada de queimadas nos próximos meses.
Segundo dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados na quarta-feira (11).
Dados do mês e comparação direta
Foram 18 registros no estado, contra 60 no mesmo mês de 2025. Na comparação com o ano passado, a redução foi de 42 focos de calor, um recuo expressivo logo no primeiro mês de 2026.
O número confirma a tendência de queda no início de 2026, que segue após 2025 registrar o menor número de focos de calor na história do estado, na série anual.
Histórico e referência temporal
A última vez em que o Amazonas registrou, em janeiro, um número inferior a 18 focos de calor foi em 2012, quando o estado contabilizou oito registros, segundo a série histórica do BD Queimadas. O dado ressalta como janeiro de 2026 está entre os mais tranquilos das duas últimas décadas.
Distribuição por municípios
Entre os municípios com mais focos em janeiro de 2026, Autazes, Barcelos e Lábrea registraram dois casos cada, apontam os números oficiais do Inpe.
Em contraste, em janeiro de 2025, o cenário foi diferente. São Gabriel da Cachoeira liderou, com 16 focos. Guajará teve oito, e Barcelos, seis, conforme os registros daquela época.
Contexto anual e efeitos das ações de combate
Em 2025, o Amazonas registrou o menor número anual de focos de calor desde o início da série histórica do atual sistema de monitoramento do Inpe, ao longo do ano, o estado contabilizou 4.545 focos, entre janeiro e dezembro.
Pela primeira vez em 23 anos de acompanhamento contínuo, iniciado em 2002, o total anual ficou abaixo de 5 mil registros, estabelecendo um recorde histórico de redução das queimadas no estado, e o resultado também reflete a ampliação da presença permanente do Corpo de Bombeiros em áreas críticas.
Os dados mostram que os registros de 2025 representam uma redução de 82,18% em relação a 2024, quando o estado contabilizou 25.499 focos. Com esse desempenho, o Amazonas ocupou a 5ª posição no ranking de focos de calor entre os estados da Amazônia Legal, respondendo por apenas 6% do total registrado na região.
Analistas e autoridades vêm indicando que a combinação de monitoramento por satélite, maior presença de equipes de combate e ações preventivas no campo tem contribuído para essa trajetória de queda, embora o estado e a região continuem em alerta para possíveis surtos de queimadas conforme o clima e a estação evoluem.
O acompanhamento dos dados do Programa Queimadas do Inpe segue sendo essencial para orientar políticas públicas, apoiar o trabalho dos bombeiros e informar a população sobre riscos e áreas críticas.












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