A reconstrução da passarela Santos Dumont, que desabou na Avenida Torquato Tapajós, em Manaus, deve começar nos próximos dias, afirmou o prefeito David Almeida.
Segundo o anúncio feito na abertura dos trabalhos legislativos da Câmara Municipal de Manaus, a obra será custeada com recursos da prefeitura, enquanto o município aguarda o ressarcimento por parte dos responsáveis pelo acidente.
A decisão visa evitar novos atrasos no início da obra, e o projeto técnico já foi concluído e encaminhado à Secretaria Municipal de Infraestrutura, Seminf, para liberação dos recursos e início dos serviços.
Conforme informação divulgada pelo prefeito David Almeida.
Motivação para uso de recursos municipais e citação do prefeito
O prefeito explicou a opção pela utilização de dinheiro público para a reconstrução, citando dificuldades na interlocução com a empresa responsável pelo acidente e a seguradora.
Na declaração oficial, David Almeida disse, “Ali foi um problema que a gente estava com a empresa que derrubou [a passarela] que precisava indenizar a seguradora, e isso demanda tempo. Então, decidimos fazer a obra com recursos da prefeitura para que, posteriormente, a empresa nos indenize”, explicou.
Com essa medida, a prefeitura pretende acelerar o cronograma de recuperação e reduzir riscos para pedestres e motoristas que circulam pela Torquato Tapajós.
Situação judicial, tramitação e projeto técnico
A prefeitura informou que ingressou com ação judicial para recomposição ou indenização dos danos causados pela carreta envolvida no acidente.
O processo tramita na 2ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Amazonas e aguarda novas deliberações após a apresentação das contestações, conforme comunicado oficial.
Enquanto a tramitação segue, o projeto técnico de reconstrução da passarela já está concluído e foi encaminhado à Seminf, faltando apenas a liberação dos recursos para o início das obras.
Contexto do acidente e resposta do município
A passarela desabou em 6 de julho de 2024, depois de ser atingida por uma carreta que transportava três maquinários pesados, em frente ao Conjunto Hileia.
Em janeiro, a prefeitura informou ao Ministério Público do Amazonas, em resposta a um pedido feito no dia 20 de janeiro, que não poderia contratar uma empresa para a reconstrução naquele momento, devido ao encerramento da execução orçamentária, financeira e contábil de 2025, segundo informou a administração municipal.
Com a nova decisão de usar recursos próprios, a gestão pretende contornar entraves orçamentários e garantir rapidez na obra, preservando o direito de regresso contra os responsáveis pelo acidente.
Avanços da gestão e cronograma de outras obras citadas
No discurso de reabertura da Câmara, David Almeida fez um balanço dos cinco anos de gestão e destacou avanços nas áreas de saúde, educação, mobilidade urbana e infraestrutura.
Ele afirmou que Manaus saiu de um dos piores índices de atenção básica do país para um dos melhores, de acordo com o Ministério da Saúde, e que mais de 130 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) foram reformadas.
Na educação, o prefeito citou reformas, ampliações e construções em mais de 190 escolas da rede municipal, e afirmou que, em até dois meses, não haverá mais escolas de madeira na zona rural. A rede municipal atende atualmente cerca de 252 mil alunos.
Em infraestrutura, a gestão registra que recapeou cerca de 3,5 mil ruas e recuperou aproximadamente sete mil vias, além de obras viárias em andamento e entrega de conjuntos habitacionais em diferentes zonas da cidade.
O prefeito também anunciou a construção do primeiro hospital municipal de Manaus, com lançamento da pedra fundamental previsto para abril ou maio, no Parque Mosaico, para atendimentos de média e alta complexidade.
Ao final do discurso, David Almeida reconheceu os desafios que permanecem em Manaus, e afirmou que a administração trabalha para superá-los, com a reconstrução da passarela Santos Dumont sendo uma das prioridades imediatas.












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