Banda da Bica arrasta multidão no Centro de Manaus, mantém irreverência e ironiza produção do tambaqui com tema ‘A Bica não é ching ling, mas o tambaqui agora fala mandarim’

A Banda da Bica tomou as ruas do Centro de Manaus neste sábado, com milhares de foliões ao redor do Largo São Sebastião, para um desfile marcado pela irreverência e pelas marchinhas tradicionais.

O bloco saiu por volta das 16h e manteve a atmosfera de Carnaval de rua, com público de todas as idades que acompanhou o percurso ao som das músicas que fazem parte da história da cidade.

O evento manteve a tradição crítica do bloco, com tema que ironiza a produção do tambaqui, e mobilizou antigos frequentadores e novos foliões, conforme informação divulgada no material fornecido.

Multidão, festa e memória

A Banda da Bica arrastou uma multidão em torno do Largo São Sebastião, em um Carnaval que privilegiou a convivência e o encontro entre amigos. O empresário Gilson Antenor, frequentador assíduo do bloco, disse, “É maravilhoso. Eu venho desde novinho, vinha com a minha mãe, e a única banda que eu participo é essa. Sempre venho com os mesmos amigos há décadas, é pra festejar”. O depoimento ilustra a ligação afetiva de muitos foliões com a banda.

Tema e crítica ao tambaqui

O tema escolhido para este ano, “A Bica não é ching ling, mas o tambaqui agora fala mandarim”, trouxe a tradicional abordagem política e bem-humorada do bloco para um debate sobre produção e identidade regional. A presidente da Banda da Bica, Ana Cláudia Soeiro, proprietária do Bar do Armando, explicou que a escolha “fugiu um pouco da política direta, mas continua sendo um tema político. Estamos falando do fato de a China ter ultrapassado o Amazonas na produção de tambaqui, um peixe tão nosso, tão ligado à cultura do povo”.

Tradição, segurança e responsabilidade

Para muitos foliões, como a servidora pública Neila Gomes, a presença da Bica é sinal de tradição e segurança. Neila reuniu amigos e afirmou, “É um Carnaval com mais segurança e tradição, não pode faltar. Pra esse Carnaval eu desejo muita paz e que brinquem com responsabilidade”, e declarou seu afeto pela banda, “Amor de Bica, bate e fica”.

Um bloco com história

Fundada na década de 80 por frequentadores do Bar do Armando, a Banda da Bica consolidou-se como uma das mais tradicionais de Manaus, conhecida pela mistura de música, humor e crítica. Neste Carnaval, o bloco manteve sua identidade, unindo público fiel e novos participantes em torno das marchinhas e da provocação sobre o tambaqui.

O desfile reforçou, mais uma vez, o papel da Banda da Bica como espaço de celebração e reflexão cultural, com alegria, memória e mensagens que dialogam com a realidade local.

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