Professor da Ufam Davi Said Aidar, referência em genética de abelhas e agricultura familiar, é morto a tiros por homens encapuzados em bar na Zona Norte de Manaus

Professor da Ufam Davi Said Aidar, de 62 anos, foi morto a tiros na noite de sexta-feira, em um bar que era de sua propriedade, na Zona Norte de Manaus.

A vítima atuava como docente e pesquisador com forte ligação a comunidades rurais do Amazonas, e seu trabalho era reconhecido na genética de abelhas e na agricultura familiar.

Informações iniciais apontam que o crime foi cometido por dois homens encapuzados, e as investigações estão em curso, conforme informação divulgada pela Polícia Civil do Amazonas.

O crime, local e primeiros apontamentos

Segundo a Polícia Civil, o homicídio ocorreu no ramal Água Branca, na rodovia AM-010, km 35, no bairro Lago Azul, Zona Norte de Manaus.

Conforme a Polícia Militar, a esposa da vítima relatou que dois homens encapuzados atiraram contra o professor, e os suspeitos ainda não foram identificados.

O caso foi registrado às 23h02 na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, DEHS, e as apurações seguem em andamento.

Arma encontrada e situação no local

A polícia informou que o professor possuía porte de arma para CAC, e uma pistola foi encontrada no carro dele, com carregadores e munições.

O armamento foi apreendido e entregue às autoridades para perícia e integrar as investigações sobre o homicídio.

Perfil acadêmico e legado do pesquisador

Davi Said Aidar era professor Associado IV da Ufam, ligado à Faculdade de Ciências Agrárias, com formação extensa em Zootecnia, Entomologia e genética molecular.

Ao longo da carreira, o docente se destacou por pesquisas em genética de abelhas, meliponicultura, apicultura e trabalhos desenvolvidos em comunidades rurais do Amazonas.

Em nota, a universidade destacou o reconhecimento pela sua trajetória e legado, afirmando, “Reconhecido pela experiências na área de genética de abelhas e com trabalhos nos temas de meliponicultura, apicultura, multiplicação e preservação de abelhas silvestres, o professor tornou-se titular em 2020 e deixa um legado à comunidade universitária. Até o momento, não foram informados os locais do velório”, disse a universidade.

Investigação e repercussão

Até o momento, não há informações sobre a motivação do crime, e as autoridades trabalham para identificar os autores do ataque.

A comunidade acadêmica e moradores das áreas rurais onde o professor atuava manifestaram choque e tristeza, enquanto a DEHS segue com diligências para esclarecer as circunstâncias do homicídio.