Centro de Inclusão Digital Sustentável em Borba: 11 computadores recondicionados, cursos gratuitos e logística reversa na Calha do Rio Madeira

Prefeitura de Borba inaugura unidade sustentável com equipamentos recondicionados, formação em informática e sistema de coleta para resíduos eletrônicos, olhando para educação e meio ambiente

A Prefeitura de Borba inaugurou um novo espaço voltado à tecnologia e à sustentabilidade, localizado na Escola Municipal São Raimundo do Puxurizal.

O equipamento oferece cursos gratuitos, aulas de informática e capacitação técnica para tratamento de resíduos eletrônicos, com equipamentos recuperados por programa federal.

A iniciativa integra ações de gestão de resíduos e educação ambiental, e foi anunciada em parceria com o Instituto Descarte Correto e o Ministério das Comunicações, conforme informação divulgada pelo Amazonas.

O que é a unidade e por que importa

O espaço inaugurado funciona como um Centro de Inclusão Digital Sustentável, com um laboratório formado por 11 computadores recondicionados pelo Instituto Descarte Correto através do programa federal Computadores para Inclusão. A proposta alia acesso à tecnologia e responsabilidade ambiental, transformando equipamentos que seriam descartados em ferramentas de ensino e qualificação.

O projeto faz parte do plano de governo União e Reconstrução, e coloca Borba entre as poucas cidades brasileiras que implementam integralmente a legislação federal de descarte de resíduos eletrônicos, aumentando a visibilidade da cidade na Calha do Rio Madeira.

Declarações e metas da gestão municipal

O prefeito em exercício, Toinho Cidade, afirmou, “Estamos entregando mais do que computadores; estamos entregando oportunidades. O CIDS une o aprendizado tecnológico ao cuidado com a nossa floresta. É a prova de que o projeto União e Reconstrução olha para o futuro com responsabilidade e inovação, atendendo às ordens do Governo Federal para o avanço da questão ambiental nos municípios.”

Para a administração, o Centro de Inclusão Digital Sustentável é uma ferramenta para ampliar cursos profissionalizantes e promover educação ambiental exigida por órgãos de controle, ao mesmo tempo em que leva tecnologia para estudantes locais.

Logística reversa e benefícios ambientais

O secretário de Meio Ambiente de Borba, Marcio Góes, detalhou a vantagem da parceria, dizendo, “São várias as vantagens desse acordo técnico. Primeiro, vamos desafogar nossa lixeira municipal; todo e qualquer lixo eletrônico que iria para lá, agora terá a destinação correta e reciclagem na capital através da logística reversa. Segundo, passamos a obedecer à lei federal de descarte de resíduos eletrônicos, o que pouquíssimas cidades no Brasil fazem hoje. Borba entra para o know-how das cidades ecologicamente corretas. Além disso, ganhamos uma ferramenta a mais para trabalhar a educação ambiental exigida pelo TCE e pelo Ministério Público, utilizando a tecnologia para oferecer cursos profissionalizantes.”

A iniciativa prevê que todas as secretarias municipais atuem como pontos de coleta de lixo eletrônico, com a Secretaria de Meio Ambiente coordenando campanhas de conscientização e a Secretaria de Limpeza Pública responsável pela logística de coleta e destinação final.

Recondicionamento, formação e alcance social

Erica Lima, Engenheira Ambiental e Socioambiental do Instituto Descarte Correto, resumiu a proposta prática do projeto, afirmando, “Pegamos o que iria para o lixo e devolvemos em forma de tecnologia e cursos de informática, manutenção e design. Borba é a primeira da Calha do Madeira a receber esse projeto e pretendemos levar essa inovação também para as comunidades indígenas. O município ganha visibilidade, credibilidade e preservação.”

Além de cursos de informática, o Centro de Inclusão Digital Sustentável oferecerá capacitação técnica no tratamento de resíduos eletrônicos, formando profissionais capazes de atuar na cadeia da reciclagem, reduzindo a pressão sobre aterros e mitigando a liberação de componentes tóxicos no solo e nos rios.

No conjunto, a ação cria um ciclo onde o resíduo deixa de ser poluição para se tornar recurso educacional e econômico, ampliando a economia circular em Borba e na região da Calha do Rio Madeira.

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