Um homem de 49 anos que se passava por dentista foi preso sob suspeita de estupro, após denúncia e exame médico que indicaram violência durante atendimento em consultório particular no interior do Amazonas.
A prisão foi cumprida na segunda-feira, 2, quando agentes localizaram o suspeito na recepção do consultório onde atuava, segundo as informações da polícia.
O caso envolve relatos de abuso ocorrido em dezembro de 2025, e a investigação teve início depois que a vítima passou por exame médico, conforme informação divulgada pela Polícia Civil do Amazonas.
Como o caso veio à tona
De acordo com os dados apurados, o estupro ocorreu em dezembro de 2025. O caso chegou ao conhecimento da polícia no dia 27 de janeiro deste ano, após a vítima passar por um exame médico.
O médico que atendeu a jovem percebeu que ela estava visivelmente abalada, e em conversa a paciente relatou ter sido vítima de estupro, o que motivou a comunicação às autoridades e o início das apurações.
Investigação e depoimento
Sobre a identificação do autor, consta na investigação que a vítima apontou o homem que atuava como profissional no município. Em relato oficial da delegada, “A partir desse relato, a Polícia Civil foi acionada e iniciamos imediatamente as investigações. Em depoimento, a vítima identificou o autor como sendo o indivíduo que atuava como dentista no município”, explicou a delegada.
Com base nessas informações, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito, medida que foi cumprida com a localização do homem no consultório.
Prisão e antecedentes
O suspeito, de 49 anos, foi detido na recepção do consultório onde trabalhava e permanece à disposição da Justiça. A polícia informou que ele vai responder pelos crimes de estupro e exercício ilegal da odontologia.
Ainda conforme a delegada, o homem já possui antecedentes criminais, incluindo duas passagens por exercício ilegal da medicina, arte dentária ou farmacêutica, uma condenação por estupro de vulnerável pela qual já cumpriu pena e um registro por furto.
Próximos passos
As investigações seguem para coleta de provas e depoimentos adicionais, com a finalidade de robustecer o processo e encaminhar o caso ao Judiciário. A prefeitura e órgãos de saúde locais foram informados para adotar medidas de fiscalização sobre profissionais que atuam sem registro.
Autoridades reforçam a orientação para que vítimas denunciem e busquem atendimento médico e psicológico, e prometem acompanhamento do caso até o seu desfecho judicial.











