Um homem condenado pelo homicídio da técnica em enfermagem Viviane Costa foi preso nesta terça-feira, após a expedição de mandado de prisão decorrente da sentença. A operação foi realizada por uma patrulha da Rondas Ostensivas Cândido Mariano, Rocam, em Manaus.
Segundo a polícia, o condenado foi encontrado trabalhando em uma oficina mecânica na rua Uruaçu, no bairro Tarumã, Zona Oeste da cidade, e encaminhado ao 19º Distrito Integrado de Polícia, para cumprimento da ordem judicial.
As informações sobre a prisão e os detalhes do processo foram confirmadas pelas autoridades responsáveis, conforme informação divulgada pela polícia e pelo Ministério Público do Estado do Amazonas, MPAM.
Prisão e cumprimento do mandado
Agentes da Rocam localizaram o condenado enquanto ele trabalhava na oficina, após uma denúncia anônima. De acordo com a corporação, os policiais se deslocaram até o local, cumpriram o mandado de prisão e o encaminharam ao 19º Distrito Integrado de Polícia, DIP.
A ação resultou na captura de Alesson Pessoa Mota, que figurava como foragido desde a publicação da sentença no Banco Nacional de Mandados de Prisão, BNMP.
Condenação e processo
Durante o julgamento da Ação Penal nº 0217366-29.2013.8.04.0001, presidido pelo juiz Lucas Couto Bezerra, Alesson foi condenado a 37 anos, três meses e 15 dias de prisão, em regime fechado. No mesmo julgamento, Francisco de Almeida recebeu a pena de 33 anos, nove meses e 19 dias de prisão, e preso em setembro de 2025.
Segundo a denúncia do MPAM, a primeira tentativa contra Viviane ocorreu no dia 7 de junho de 2012, por volta das 7h, na Avenida Timbiras, no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, quando Francisco, a mando de Alesson, efetuou disparos contra a vítima, que sobreviveu.
O segundo ataque foi descrito na denúncia como ocorrido no dia 23 de maio de 2013, por volta das 6h45, no mesmo local, quando Francisco voltou a atirar contra Viviane, desta vez resultando na morte da técnica em enfermagem.
Depoimentos e andamento das investigações
No curso do processo, Viviane já havia relatado à polícia que o crime teria sido encomendado por seu ex-noivo, e as investigações apontaram que, nas duas ocasiões, Francisco estava na garupa de uma motocicleta conduzida por pessoa não identificada.
Durante o interrogatório em juízo, Alesson negou envolvimento no crime, e participou apenas dos dois primeiros dias do julgamento, enquanto Francisco não compareceu ao plenário, segundo os autos do processo.
Repercussão e próximos passos
Com a expedição das ordens de prisão após a sentença, ambos os réus passaram a ser considerados foragidos até a captura. A prisão de Alesson, ainda segundo a polícia, encerra temporariamente a condição de foragido desse acusado, e agora o preso ficará à disposição da Justiça.
O caso segue com acompanhamento do Ministério Público e das autoridades policiais, e a defesa dos condenados poderá recorrer da decisão nos prazos legais, conforme prevê o processo penal.











