Marciele Albuquerque, Cunhã-Poranga do Boi Caprichoso, ganha toada ‘Consagrada Cunhã’ para o Festival de Parintins 2026 e celebra ancestralidade indígena

Com “Consagrada Cunhã”, o Boi Caprichoso apresenta nova toada que coloca Marciele Albuquerque no centro do espetáculo, exaltando a identidade indígena e o protagonismo feminino para o Festival de Parintins 2026

Marciele Albuquerque ganha nova toada do Boi Caprichoso, que reforça a presença e a ancestralidade da Cunhã-Poranga na preparação para o Festival de Parintins 2026.

A canção, já divulgada nas redes oficiais e plataformas digitais, aposta em ritmo e letra que valorizam a força, a beleza e a conexão com a tradição indígena, elementos centrais do espetáculo do boi azul.

A novidade amplia a divulgação do projeto artístico do Caprichoso para 2026, mantendo a personagem como símbolo de beleza, coragem e espiritualidade na arena.

conforme informação divulgada pelo Boi Caprichoso

A toada e a equipe criativa

A toada intitulada “Consagrada Cunhã” foi lançada na noite desta segunda-feira (19) e já está disponível nas plataformas digitais e nas redes sociais oficiais do Boi Caprichoso. A obra exalta a força, a beleza e a ancestralidade da Cunhã-Poranga, uma das principais personagens do espetáculo apresentado pelo Caprichoso na arena do Bumbódromo.

Consagrada Cunhã é assinada pelos compositores Roberto Jr., Luiz Carlos, Victória Maciel, Flaécio Pereira e Nis dos Anjos. A produção musical ficou por conta de Adriano Aguiar, Neil Armstrong, Pelado Júnior e Patrick Araújo.

O papel da Cunhã-Poranga no espetáculo

Cunhã-Poranga é definida como moça bonita, sacerdotisa, guerreira e guardiã, representando a mulher mais bela da aldeia. A personagem simboliza a mulher indígena forte, guerreira e conectada à natureza, sendo expressão de beleza, coragem e espiritualidade.

Durante as apresentações no Festival de Parintins, a Cunhã-Poranga encanta o público com dança intensa, força corporal e expressividade cênica, sempre acompanhada de narrativas que exaltam a cultura indígena, reforçando o protagonismo dos povos originários e a valorização da identidade indígena amazônica.

Marciele Albuquerque, história e representatividade

Marciele Albuquerque ocupa o posto de Cunhã-Poranga do Boi Caprichoso desde 2019 e é um dos destaques do item feminino do boi. Natural de Juruti, no Pará, ela é indígena do povo Munduruku e traz para a arena uma vivência diretamente ligada à ancestralidade que representa.

A presença de Marciele reforça a conexão entre personagem e comunidade, ampliando a visibilidade da cultura Munduruku dentro do espetáculo e nas mídias que cobrem o Festival.

Próximos passos e impacto cultural

O lançamento de “Consagrada Cunhã” marca mais um passo do Caprichoso na divulgação do projeto artístico para 2026, reforçando a identidade cultural e indígena que norteia o espetáculo do boi-bumbá azul.

Além de renovar o repertório do boi, a toada amplia o diálogo com o público, contribui para a promoção da cultura amazônica e fortalece o papel de Marciele Albuquerque como referência de protagonismo feminino e indígena no Festival de Parintins.