Conselho Fiscal pede afastamento imediato de Cleildo Barroso, presidente da A Grande Família, após prisão por suspeita de violência doméstica em Manaus

O Conselho Fiscal do Grêmio Recreativo e Cultural Escola de Samba A Grande Família pediu o afastamento imediato do dirigente, após sua prisão na madrugada de sexta-feira, 16.

Segundo o comunicado divulgado pelas redes sociais da agremiação, a medida visa garantir o cumprimento das atividades da escola e a continuidade do planejamento para o Carnaval 2026.

O pedido de afastamento foi justificado como uma ação administrativa enquanto o caso segue sob investigação policial e judicial.

conforme informação divulgada pelo g1

Pedido de afastamento e justificativa da escola

O comunicado do Conselho Fiscal solicita o afastamento para resguardar a organização da escola, afirmando que o episódio é de “âmbito pessoal”, e que a agremiação manterá o cronograma do Carnaval 2026.

O texto enfatiza, em tom institucional, que a solicitação tem caráter preventivo, para que as funções administrativas e artísticas não sejam afetadas pela situação judicial envolvendo o presidente.

Relato da vítima e detalhes da prisão

Apostando no relato da vítima, Marryeth Figueiredo, de 29 anos, a polícia foi acionada por vizinhos depois que foram ouvidos gritos. Segundo o depoimento divulgado nas redes sociais, as agressões teriam sido motivadas por ciúmes, após o ex-marido encontrar mensagens antigas no celular dela.

Marryeth disse ter levado tapas dentro de um carro, e depois, na casa de Cleildo, ter sido derrubada no chão e ameaçada de morte, além de ter sido ameaçada com uma faca, e que conseguiu escapar ao pedir ajuda.

Conforme o registro policial, Cleildo Barroso, de 34 anos, foi conduzido à Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher, DECCM, autuado em flagrante por violência doméstica, e liberado após pagar fiança.

Posicionamento da defesa e medidas legais

A defesa de Cleildo informou que ele foi levado à Delegacia da Mulher, “cumpriu os procedimentos legais e colaborou com o trabalho policial”, e que já está em casa com familiares, retomando sua rotina habitual.

O advogado afirmou que o caso deve ser tratado com discrição e cautela, por se tratar de uma “situação de natureza íntima e pessoal”, e que esta será a única manifestação pública sobre o assunto, com esclarecimentos adicionais prestados apenas às autoridades competentes.

Por outro lado, a defesa da vítima declarou que considera a soltura inadequada e anunciou que irá solicitar ao Ministério Público do Amazonas medidas protetivas de urgência, além do pedido de prisão preventiva do investigado.

Impacto para a escola e próximos passos

A decisão do Conselho Fiscal deve ser aplicada de forma a permitir a continuidade do trabalho administrativo e artístico da escola, enquanto as autoridades conduzem as investigações e o processo judicial segue seu curso.

O caso permanece sob apuração pela polícia especializada, e as partes envolvidas sinalizam que as ações legais e as solicitações de medidas protetivas e de prisão preventiva deverão ser protocoladas nos próximos dias, conforme o avanço das diligências.