No aniversário de 9 anos em Manaus, menino autista nível suporte 2 e não verbal ganhou visita do caminhão do Corpo de Bombeiros, surpresa que emocionou família e comunidade
Um menino de 9 anos recebeu uma surpresa que marcou sua festa de aniversário, com a visita do caminhão do Corpo de Bombeiros à celebração em Manaus.
A comemoração aconteceu no sábado, 17, no bairro Grande Vitória, zona Leste, e reuniu amigos, familiares e agentes do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros do Amazonas.
Conforme informação divulgada pelo g1
A surpresa e a festa
Arthur Cristopher, que é autista nível suporte 2 e não verbal, é fã da corporação desde os quatro anos, e ganhou a visita surpresa do caminhão como parte da comemoração.
A surpresa foi organizada pelos pais, Jéssica de Souza Pires, confeiteira, e o pai, Ailson Lima, encarregado de elétrica, e emocionou os presentes.
Segundo a mãe ao g1, a iniciativa foi pensada porque ela observa que o filho gosta muito dos caminhões e da cor vermelha.
Jéssica disse, ao g1, “Ele sempre gostou de carro de bombeiro desde que era criança. A iniciativa de fazer a festa dele do tema de Bombeiro, é porque como ele não fala, observo que ele gosta. Agora, ele está focado nisso. Eu sempre realizo o aniversário dele desde que ele tinha 4 anos. Ele gosta dos caminhões, de vermelho. Então, uma coisa levou a outra”.
Pedido formal e apoio dos bombeiros
Para conseguir a visita, Jéssica relatou que procurou diretamente o Corpo de Bombeiros, e que inicialmente ligou para o 193 para pedir orientação.
Ela contou ao g1, “Liguei para o 193 e me orientaram a ir até a sede para formalizar o pedido. Como estava em cima da hora, não consegui. Conversei com um tenente, que entrou em contato com a administração e chegaram num acordo”.
O soldado Marco Fonseca disse que celebrar a vida de Arthur vai ao encontro da missão da corporação, que é estar próximo da comunidade.
Rotina de terapias e suporte escolar
Arthur tem uma rotina estruturada, com estudos e terapias, e frequenta escola pública com apoio de uma mediadora pela manhã, das 7h às 10h.
À tarde, faz terapias com psicólogo, fonoaudiólogo e psicopedagogo, além de frequentar a sala de recurso, e também pratica natação, conforme relato da mãe ao g1.
Jéssica descreve a rotina em casa, “Arthur estuda de manhã, almoça, e à tarde faz terapia. Depois das 16h, fica comigo. À noite, às vezes o pai o leva para passear. Ele só dorme com o pai apenas uma vez no fim de semana, porque mora comigo. Arthur não gosta de ir pra casa de parente, só fica comigo ou com o pai dele”.
Expectativas e apoio familiar
Jéssica também é mãe de Arielle Madalena, de 4 anos, e destaca a participação ativa do pai na criação do filho, dizendo que “O pai dele é presente na vida dele 100%”.
A mãe reconhece os desafios futuros, mas acredita no potencial de Arthur e espera que ele conquiste autonomia ao longo da vida.
Ela afirmou ao g1, “Não sei o que o Arthur vai ser, ele começou a falar recentemente, e só o tempo dirá. Espero que consiga caminhar com as próprias pernas, que trabalhe, que se case e realize seus sonhos. Porque eu não vou viver pra sempre e querendo ou não, ele é dependente de mim. Sei que meu filho é capaz”.
O encontro entre o menino autista e o caminhão do Corpo de Bombeiros emocionou a família e reforçou a importância de ações comunitárias que aproximam serviços públicos das pessoas.











