Dez policiais militares foram reintegrados à Polícia Militar do Amazonas, mas sem autorização para portar armas ou desempenhar funções operacionais, segundo publicação oficial no Diário Oficial do Estado.
O caso remete à morte de quatro pessoas encontradas dentro de um carro no Ramal Água Branca, na zona norte de Manaus, e segue sob investigação e ações judiciais em andamento.
Os detalhes sobre a reintegração e as restrições constam da publicação do dia 8 de janeiro, e foram divulgados pela imprensa local, conforme informação divulgada pelo g1.
Reintegração, lotação e restrições
De acordo com a publicação, os policiais foram reclassificados para a Diretoria de Ensino da PM-AM, setor responsável pela gestão educacional da corporação.
Na nova lotação, os agentes não poderão desempenhar atividades operacionais, nem portar armas de fogo durante o serviço, conforme a decisão publicada no Diário Oficial do Estado em 8 de janeiro.
Os nomes listados na publicação incluem, entre outros, Diego Bentes Bruce, Stanrley Ferreira Cavalcante, Anderson Pereira de Souza, Maykon Horara Feitoza Monteiro, Dionathan Sarailton de Oliveira Costa, Weverton Lucas Souza de Oliveira, Marcos Miller Jordão dos Santos.
O caso e as vítimas
As quatro vítimas foram identificadas como Diego Máximo Gemaque, 33 anos; Lilian Daiane Máximo Gemaque, 31 anos; Alexandre do Nascimento Melo, 29 anos; e Valéria Pacheco da Silva, 22 anos, os quatro foram encontrados mortos dentro de um carro no Ramal Água Branca, na zona norte de Manaus.
Vídeos feitos por moradores mostram o momento em que os agentes abordaram o veículo das vítimas horas antes dos assassinatos, e câmeras da Secretaria de Segurança Pública também registraram viaturas da Rocam escoltando o carro em direção à Zona Norte, cita a reportagem divulgada.
Investigação e decisões judiciais
Em 2023, a Justiça do Amazonas determinou a suspensão dos policiais militares, com a sentença, os PMs também deixaram de receber os salários, que variavam entre R$ 5,6 mil e R$ 19 mil.
Com base nas provas, a Justiça do Amazonas aceitou a denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e tornou os policiais réus. Em outra decisão, a justiça estadual decidiu que 16 policiais militares seriam levados a júri popular.
O Ministério Público aponta que as vítimas foram submetidas a um “tribunal” formado por 16 policiais militares antes de serem mortos, segundo investigação citada pelas reportagens sobre o caso.
Posicionamento da corporação e próximos passos
O g1 questionou a Polícia Militar do Amazonas sobre a reintegração, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
O caso segue com procedimentos administrativos e ações penais, e as restrições impostas aos policiais reintegrados indicam que a corporação manteve cautela ao permitir o retorno ao quadro, limitando atividades e porte de arma enquanto tramitam investigações e processos.
A apuração judicial e os desdobramentos processeis devem seguir nos próximos meses, com atenção às decisões sobre júri popular e medidas cautelares aplicáveis aos acusados.











